
A cobrança pública por posicionamento político durante o período eleitoral trouxe à tona o cancelamento do título de eleitor de várias celebridades por ausência não justificada às urnas. Dados levantados junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revelam que atletas, influenciadores, cantores e atores estão impedidos de votar até que regularizem sua situação perante a Justiça Eleitoral.
Entre as personalidades que tiveram o documento cancelado pela Justiça Eleitoral em 2025 estão a ginasta medalhista olímpica Rebeca Andrade, o influenciador Felca, a cantora Claudia Leitte, o apresentador Danilo Gentili, a cantora Giulia Be, a atriz Carla Diaz e o ator Maurício Mattar.
A repercussão ganhou força quando usuários de redes sociais passaram a verificar a situação cadastral de famosos cobrados por engajamento político. O caso do influenciador Felca, por exemplo, viralizou após ele publicar um vídeo abordando fobia social após meses afastado da internet, momento em que internautas apontaram que ele não poderia votar devido ao cancelamento registrado no ano anterior. Já no meio esportivo, a assessoria de Rebeca Andrade explicou que as ausências ocorreram porque a atleta estava fora do país em competições internacionais e ressaltou que a ginasta tentou regularizar o cadastro antes de viajar novamente, mas não conseguiu devido à suspensão temporária do atendimento do cadastro pelo TSE.
O levantamento do órgão eleitoral indica ainda casos em que a irregularidade perdura há mais tempo. A cantora Flora Matos e a atriz Fabi Bang constam com o título cancelado desde 2019. Flora Matos chegou a ser criticada nas redes sociais por ter cobrado posicionamento do cantor João Gomes, cuja situação eleitoral está regularizada. O registro mais antigo entre os nomes citados é do cantor sertanejo Eduardo Costa, nome artístico de Edson Batista, que está com o título cancelado desde 2015 por faltas consecutivas sem justificativa.
De acordo com as normas da Justiça Eleitoral, o cancelamento ocorre automaticamente quando o cidadão deixa de votar, de justificar a ausência e de quitar as multas por três turnos consecutivos. Para regularizar a situação, o procedimento é gratuito, exigindo apenas o pagamento da multa de R$ 3,51 por turno pendente, podendo ser iniciado pelo portal Autoatendimento Eleitoral do TSE ou presencialmente em um cartório eleitoral, com a obrigação de coleta presencial da biometria caso o eleitor não a tenha cadastrado ou a tenha realizado há mais de dez anos.
