Home Destaque “Bloquinho do 22”, em Salvador, paga cachê de R$ 120, aponta site

“Bloquinho do 22”, em Salvador, paga cachê de R$ 120, aponta site

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Multidão percorre o circuito entre o Morro do Cristo e o Farol da Barra, em Salvador, durante o Bloquinho 22.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que os participantes do ato político realizado neste sábado (17), no Farol da Barra, em Salvador, compareceram à manifestação sem receber pagamento. Entretanto, prints obtidos pelo Radar Baiano indicam a oferta de um cachê de R$ 120 por uma atividade com duração de quatro horas.

Durante o discurso, o parlamentar fez uma provocação à esquerda ao afirmar que os presentes estavam no local por vontade própria, sem necessidade de remuneração.

“Sabe qual é o desespero da esquerda? É que todo mundo aqui veio sem precisar ter pão com mortadela, porque eu vim de graça”, declarou Nikolas, antes de puxar um coro com o público presente.

Prints indicam oferta de remuneração

Apesar da declaração do deputado, mensagens obtidas pelo Radar Baiano apontam a oferta de R$ 120 para pessoas convocadas a participar de uma atividade com duração de quatro horas.

Suposto print da convocação para o Bloquinho 22

A informação levanta questionamentos sobre a organização da mobilização e as condições oferecidas aos participantes. No entanto, a existência da oferta, por si só, não comprova que todos os manifestantes tenham recebido dinheiro para comparecer ao ato.

Ônibus especiais chamam a atenção

Durante a manifestação, a reportagem também registrou a movimentação de ônibus especiais utilizados no transporte de participantes.

A presença dos veículos chamou a atenção em meio à circulação das mensagens que indicavam a oferta de remuneração para pessoas convocadas a participar da mobilização.

Até que sejam esclarecidos os detalhes da contratação e do transporte, não é possível afirmar que todos os participantes tenham sido remunerados ou que os ônibus tenham sido utilizados exclusivamente para transportar pessoas contratadas.

O episódio coloca em evidência o contraste entre o discurso de Nikolas Ferreira, que afirmou ter comparecido gratuitamente ao ato, e as mensagens que apontam a oferta de cachê para uma atividade relacionada à mobilização.

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