
O vereador Lucas de Vavá abriu o jogo durante entrevista ao podcast Cri Cri na Lata, apresentado por Cristiano Quaresma, e revelou detalhes de uma fase financeira que, segundo ele, foi marcada por gastos elevados, ações sociais bancadas do próprio bolso, dívidas e uma verdadeira maratona para tentar colocar as contas em dia. (Assista)
E se existe uma expressão que resume a história contada pelo vereador, talvez seja: “o social era gratuito para quem recebia, mas não para o bolso de Lucas.”
Segundo o relato, antes e durante sua trajetória política, Lucas costumava ajudar moradores com materiais para construção, construção de banheiros e até casas, utilizando recursos próprios. O problema, conforme contou, é que a generosidade não veio acompanhada de um caixa infinito.
Na campanha eleitoral de 2016, quando foi eleito vereador, ele afirmou que já enfrentava dificuldades financeiras e que sua loja de material de construção estava em situação complicada.
“Eu tinha loja de material de construção, estava na falência já”, relatou.
A partir daí, veio o que o próprio vereador descreveu como uma bola de neve. Para honrar compromissos, Lucas contou que recorreu a empréstimos e acabou enfrentando juros que, segundo ele, fizeram determinadas dívidas crescerem rapidamente.
Em um dos episódios narrados no programa, afirmou ter recebido R$ 50 mil e posteriormente se deparado com uma dívida de R$ 120 mil. Para quitar o débito, segundo seu relato, acabou entregando um imóvel.
E o patrimônio foi diminuindo. Lucas também contou que possuía um Corolla e que, após pegar R$ 20 mil emprestados, o veículo acabou sendo utilizado para quitar a dívida, depois que o valor, segundo ele, chegou a aproximadamente R$ 40 mil.
O episódio ganhou um toque de humor durante a entrevista quando Lucas contou que chegou à Câmara Municipal e encontrou o credor acompanhado de familiares. A brincadeira de Cristiano Quaresma foi imediata: “Tu pensou que era pra te ver, não era não?”
“Pra me ver não, foi lá pra me cobrar”, respondeu Lucas.
O vereador afirmou ainda que tinha 16 terrenos e que foi utilizando parte do patrimônio para pagar dívidas. “Vendi a loja, fali e fiquei a pé”, resumiu.
Do endividamento ao “vereador do banheiro”
Apesar da situação financeira, Lucas afirmou que continuou realizando ações sociais. Durante o período em que ocupou cargo de secretário, contou que passou a aproveitar materiais de construção que seriam descartados para destiná-los a pessoas que precisavam.
A lógica era simples: se alguém tinha areia, brita ou outro material sobrando e não pretendia mais utilizá-lo, ele recolhia e direcionava para moradores que precisavam construir ou reformar suas casas.
Cristiano Quaresma não perdeu a oportunidade de provocar:
“Por causa disso que ele quer voltar a ser secretário, Marcelo!”
A brincadeira continuou quando foi mencionado que Lucas estaria utilizando atualmente máquinas e caçamba para atender demandas da população.
“É em prol da comunidade”, respondeu o vereador.
No fim das contas, a entrevista deixou uma história curiosa: Lucas de Vavá contou que tentou ajudar tanta gente com o próprio bolso que acabou precisando entregar loja, terrenos, imóvel e até carro para tentar sobreviver à avalanche de dívidas.
No Cri Cri na Lata, pelo menos uma coisa ficou clara: quando o assunto é fazer o social, Lucas não economizou. O problema é que, segundo o próprio vereador, o boleto também não teve dó.
As informações sobre valores, empréstimos, patrimônio e dívidas foram apresentadas por Lucas de Vavá durante a entrevista. A Ipiaú TV reproduz os relatos atribuídos ao entrevistado, sem afirmar como fatos independentes informações que não foram documentalmente verificadas.






















