
IPIAÚ – Em meio ao cenário preocupante das fortes chuvas que elevaram o nível do Rio Água Branca, deixando diversos moradores ilhados, a equipe da Ipiaú TV acabou mergulhando não nas águas, mas em uma narrativa que mistura o folclore local com o mais puro suco da criatividade baiana. O repórter Cristiano Quaresma, o popular “Cri Cri”, encontrou duas figuras icônicas que prometem reescrever os livros de biologia e meteorologia: José Lídio, o “Bolota” (76 anos), e Josué, o “Pedinha do Tempero” (58 anos).
A polêmica começou quando a dupla, com uma convicção de dar inveja a cientista da NASA, afirmou categoricamente que Ipiaú já foi palco de uma chuva de peixes. Segundo Pedinha, o fenômeno não é coisa de “conversa de pescador”, mas sim um evento testemunhado ao vivo durante sua infância, por volta dos 14 anos.
“A trovoada caiu e vinha junto com a chuva grossa. Tinha um mangueiro na frente de casa e a vizinhança correu com as vasilhas para pegar as piabas que caíam do céu”, relembrou Pedinha, sob o olhar atento de Bolota, que confirmou a “chuva de gelo com peixe vivo” saltitando na manga.

A Teoria do “Arco-íris Sugador”
O ponto alto da entrevista, que já circula nos grupos de WhatsApp da região, foi a explicação científica — digamos, alternativa — de Pedinha sobre a origem dos peixes nas nuvens. Esqueça o ciclo da água tradicional: para o especialista do tempero, o segredo está no arco-íris.
De acordo com Josué, o arco-íris funciona como uma espécie de “aspirador gigante” que vai até o mar, chupa a água e, por tabela, leva os peixes junto para as nuvens “pretonas”. Questionado por Cri Cri se o fenômeno também transportava baleias, Pedinha foi enfático: “As baleias não, mas as piabas de meio quilo e um quilo sobem tudo!”.
Se é milagre, fenômeno raro ou apenas a famosa hospitalidade narrativa de Ipiaú, ninguém sabe. O certo é que, entre uma enchente e outra, o povo ipiauense prova que o bom humor é a única coisa que não afunda. * Redação Ipiaú TV



















