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Quatro municípios do Amazonas estão entre os 20 com mais focos de queimadas no Brasil

por Manoel Argôlo
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Lábrea lidera entre as cidades amazonenses citadas no levantamento, com 225 registros; dados se referem aos dez primeiros dias de outubro

Quatro municípios do Amazonas estão entre os 20 com maior número de focos de queimadas registrados no Brasil nos dez primeiros dias de outubro, segundo levantamento divulgado com base em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio da plataforma BDQueimadas.

Lábrea aparece na quarta posição do ranking nacional, com 225 focos de calor. Boca do Acre ocupa o sétimo lugar, com 180 registros, enquanto Autazes aparece na décima posição, com 151 focos. Itacoatiara também integra a lista, na 17ª colocação, com 75 ocorrências.

O ranking é liderado por São Félix do Xingu, no Pará, com 360 focos, seguido por Altamira, também no Pará, com 320, e Barra, na Bahia, com 314 registros.

Além disso, dados do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) apontam que o Amazonas contabilizou 1.380 focos de incêndio entre 1º e 10 de outubro.

Confira o ranking divulgado

  1. São Félix do Xingu (PA) — 360 focos
  2. Altamira (PA) — 320 focos
  3. Barra (BA) — 314 focos
  4. Lábrea (AM) — 225 focos
  5. Uruará (PA) — 211 focos
  6. Itaituba (PA) — 208 focos
  7. Boca do Acre (AM) — 180 focos
  8. Portel (PA) — 175 focos
  9. Santarém (PA) — 159 focos
  10. Autazes (AM) — 151 focos
  11. Novo Progresso (PA) — quantidade não informada
  12. Porto Velho (RO) — quantidade não informada
  13. Jacareacanga (PA) — quantidade não informada
  14. Corumbá (MS) — quantidade não informada
  15. São Desidério (BA) — quantidade não informada
  16. Formoso do Araguaia (TO) — quantidade não informada
  17. Itacoatiara (AM) — 75 focos
  18. Colniza (MT) — quantidade não informada
  19. Paranatinga (MT) — quantidade não informada
  20. Cáceres (MT) — quantidade não informada

Monitoramento e riscos ambientais

Os focos de calor são identificados por satélites e monitorados pelo Inpe por meio da plataforma BDQueimadas. Esses registros ajudam a acompanhar a ocorrência de fogo na vegetação, mas não correspondem necessariamente ao número de incêndios distintos, já que uma mesma ocorrência pode ser detectada mais de uma vez.

O avanço das queimadas pode causar danos à vegetação, ameaçar animais silvestres e prejudicar a qualidade do ar. O fenômeno El Niño também pode contribuir para condições climáticas favoráveis ao fogo em determinadas regiões, dependendo de seus efeitos sobre as temperaturas e as chuvas.

Fonte: CNN Brasil, com dados atribuídos ao Inpe e ao Censipam.

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