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IA pode ser considerada traição? Mais da metade dos usuários não considera uso erótico da tecnologia como infidelidade

por Alisson Calazans
IA pode ser considerada traição? Mais da metade dos usuários não considera uso erótico da tecnologia como infidelidade Crédito: Imagem gerada pela IA

A Inteligência Artificial deixou de ser usada apenas para produtividade, estudos e entretenimento e passou a ocupar espaços mais íntimos da vida cotidiana. Conversas sobre sentimentos, desejos, fantasias e relacionamentos já fazem parte da interação de algumas pessoas com sistemas de IA, criando uma nova dúvida dentro dos relacionamentos: quando uma interação com a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta e passa a ser vista como uma forma de intimidade?

Um levantamento realizado pela Gleeden ouviu 1.271 participantes durante a 12ª edição da Intimi Expo, com 78% de mulheres e predominância de pessoas entre 26 e 35 anos. Os resultados mostram que ainda não existe um consenso sobre os limites desse tipo de interação e que os brasileiros estão construindo novas interpretações sobre fidelidade, privacidade e conexão emocional.

Para maioria, usar IA para fins eróticos não é traição

Entre os entrevistados, 51,2% não consideram o uso da Inteligência Artificial para fins eróticos uma forma de traição. Outros 29% enxergam a situação como uma “zona cinzenta”, enquanto 19,8% já classificam esse comportamento como infidelidade. Os números mostram como a tecnologia começa a criar situações que não se encaixam necessariamente nas definições tradicionais de fidelidade. Uma pessoa pode, por exemplo, conversar com uma IA sobre fantasias ou desejos sem envolver outro ser humano, mas ainda assim a atitude pode ser interpretada de maneiras diferentes dentro de cada relacionamento. Leia Mais no Correio

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