
O desenvolvedor de jogos eletrônicos Tamir Nadav, de 46 anos, foi encontrado morto e amarrado dentro de um cômodo trancado com cadeado, na casa onde morava, em Maringá, no norte do Paraná. O corpo foi localizado na sexta-feira (18), após moradores da região relatarem um forte odor vindo do imóvel e acionarem as autoridades.
Segundo a Polícia Civil do Paraná, a vítima só foi identificada oficialmente na terça-feira (22), por meio de exame pericial das arcadas dentárias. A causa da morte ainda não foi esclarecida. Exames periciais estão sendo realizados para auxiliar na investigação.
Tamir era conhecido nas redes sociais pelo perfil Gringo Makes Games, onde compartilhava conteúdos relacionados ao desenvolvimento de jogos eletrônicos. Ele também realizava transmissões ao vivo pela plataforma Twitch.
Na carreira profissional, atuava como Head of Creative na Kokku, empresa brasileira especializada em codesenvolvimento de jogos eletrônicos. Na função, era responsável pela liderança de equipes multidisciplinares das áreas de 2D, 3D, Tech Art, animação, game design e UI/UX.
Com mais de duas décadas de experiência no setor, Tamir acumulava trabalhos nas áreas de gerenciamento de projetos, design de jogos e programação. Seu nome aparece nos créditos de produções relacionadas a franquias conhecidas internacionalmente, como Batman, Minecraft, The Walking Dead e Marvel: Guardiões da Galáxia.
Polícia divulga imagens de dois investigados

Na quinta-feira (24), a Polícia Civil divulgou imagens de Kaua Kazahaya de Arruda, de 20 anos, e Angelina de Oliveira da Silva, de 18, que são investigados por possível envolvimento na morte do desenvolvedor. Segundo as autoridades, os dois são considerados foragidos.
Conforme a investigação, o casal teria morado temporariamente com Tamir. A polícia também identificou movimentações financeiras realizadas com recursos pertencentes à vítima, que passaram a fazer parte das apurações.
Até o momento, os investigados não foram localizados. O Estadão informou não ter conseguido localizar a defesa dos suspeitos. O espaço permanece aberto para manifestação.
A Polícia Civil continua investigando as circunstâncias da morte, incluindo a dinâmica do crime, a participação dos suspeitos e a causa exata do óbito.
