
O Governo Federal enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, estimando o valor do salário mínimo em R$ 1.741 a partir de janeiro do próximo ano. Se a proposta for aprovada, o novo piso representará um avanço nominal de R$ 120 em relação ao valor atual de R$ 1.621, reajustando automaticamente o piso de aposentadorias, pensões do INSS, o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o seguro-desemprego.
Para o orçamento das famílias que dependem do valor mínimo nacional, a mudança significará um incremento expressivo. O acréscimo mensal de R$ 120 totalizará R$ 1.440 ao longo de 12 meses, valor calculado antes de eventuais descontos e sem incluir a parcela adicional do 13º salário paga a trabalhadores formais e segurados da previdência.
Impacto no BPC e no seguro-desemprego
O reajuste do piso alcançará de forma direta os beneficiários do BPC, destinado a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência de baixa renda. Por determinação legal, o benefício é fixado exatamente no valor de um salário mínimo, passando para R$ 1.741 ao mês — lembrando que a modalidade não prevê o pagamento de 13º salário.
No caso dos trabalhadores com carteira assinada, o novo valor passará a ser o piso mínimo para cada parcela do seguro-desemprego. Contudo, o montante final recebido em situações de demissão sem justa causa continuará variando de acordo com a média salarial prévia do trabalhador e as tabelas de cálculo estipuladas pelo Ministério do Trabalho.
Para os aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima do piso nacional, a regra de correção permanece diferente: o reajuste não seguirá obrigatoriamente a projeção de 7,4% aplicada ao mínimo, sendo indexado estritamente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), com aplicação proporcional ao mês de concessão do benefício.
Confirmação do valor definitivo
A quantia de R$ 1.741 apresentada no PLOA ainda possui caráter estimativo. O piso oficial só será selado após a consolidação do INPC acumulado até novembro de 2026, somado ao cálculo da regra de valorização do salário mínimo — que incorpora a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, com teto de ganho real fixado em 2,5%. Após a validação dos índices, o novo salário mínimo entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2027.
