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Escassez de ambulâncias expõe abandono de veículos da saúde em Dário Meira

por Alisson Calazans
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Prefeitura resgata ambulâncias e van deixadas há anos em Ibirataia e avalia possibilidade de recuperação da frota.

O município de Dário Meira tem enfrentado recorrentes dificuldades na área da saúde, especialmente no que se refere à disponibilidade de ambulâncias e veículos destinados ao transporte de pacientes para exames e procedimentos médicos realizados fora do município, incluindo a capital baiana e outras cidades onde a regulação estadual autoriza o atendimento.

Na tarde desta quarta-feira (14), a prefeita de Dário Meira, Mari Dias, determinou a remoção de três veículos pertencentes ao município que se encontravam abandonados em uma oficina na cidade de Ibirataia. Segundo informações apuradas pelo repórter Bocão, do site Dallas City, trata-se de duas ambulâncias e uma van que estariam paradas há anos no local.

De acordo com os relatos, os veículos teriam sido deixados na oficina durante a gestão do ex-prefeito William de Alemão, sem que houvesse a quitação dos serviços de manutenção nem a realização de processos licitatórios para aquisição de peças, o que teria inviabilizado o retorno desses veículos à circulação. As informações são atribuídas ao jornalista responsável pela apuração.

Ainda conforme o repórter Bocão, enquanto a população de Dário Meira enfrentava a falta de ambulâncias e meios de transporte para pacientes enfermos, parte da frota da saúde permanecia inutilizada em outro município. “Quando faltava veículo para a saúde em Dário Meira, ambulâncias estavam abandonadas em Ibirataia”, relatou.

A atual gestão municipal informou que os veículos foram trazidos de volta para avaliação técnica, com o objetivo de verificar a possibilidade de recuperação e reintegração à frota da saúde. Uma das ambulâncias estaria com o motor comprometido, enquanto a outra teria sido retirada de circulação após se envolver em um acidente com um animal silvestre, uma capivara, não tendo recebido os reparos necessários desde então.

O caso levanta questionamentos sobre a gestão da frota pública em administrações anteriores e reacende o debate sobre os impactos diretos da falta de planejamento e manutenção de veículos essenciais no atendimento à população, especialmente em um setor sensível como a saúde pública. * Informações Dalla City / Redação Ipiaú TV

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