
O ex-ministro da Cidadania e presidente estadual do PL na Bahia, João Roma, afirmou em entrevista à rádio Baiana FM, nesta quinta-feira (8), que não descarta disputar a Prefeitura de Salvador nas eleições de 2028. Durante a conversa, o ex-candidato ao Senado expressou o desejo de gerir a capital baiana, mas ponderou que o cenário político exige articulação coletiva.
“Naturalmente, tem toda a possibilidade. Vamos discutir isso com todo o vigor, até porque temos as nossas propostas. Mas repito, nosso foco agora é eleger Flávio. Depois disso tem muitas movimentações, e política, ao meu ver, é justamente a arte de somar”, declarou.
Ao avaliar sua trajetória e os bastidores das articulações partidárias, o ex-auxiliar do ex-presidente Jair Bolsonaro destacou o aprendizado que acumulou ao longo da vida pública sobre a postura que adota na política.
“A orientação maior que eu sempre recebi foi: ‘não jogue com a vaidade’. Óbvio que eu adoraria ser prefeito de Salvador, óbvio que eu gostaria demais de ser o governador do estado da Bahia, mas eu enxergo o processo político”, pontuou.
Roma também relembrou sua atuação na administração municipal durante a gestão do ex-prefeito ACM Neto (União Brasil), reforçando a experiência adquirida no Executivo soteropolitano para defender que o trabalho em equipe deve se sobrepor a ambições individuais.
“A política é uma arte coletiva, a gente tem que fazer isso junto. A política não é simplesmente uma aspiração. Me dediquei muito a Salvador ao lado de ACM Neto naquele período quando ele foi, inclusive, oito vezes consecutivas o melhor prefeito do Brasil”, concluiu.
