Home Eleições Mesmo com crescimento de votos, Patrick Lopes não se reelege deputado estadual na Bahia

Mesmo com crescimento de votos, Patrick Lopes não se reelege deputado estadual na Bahia

por Alisson Calazans
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Ex-prefeito de Jitaúna ampliou a votação total no estado em relação a 2022, mas sofreu queda em redutos estratégicos como Jitaúna e Jequié.

Uma das maiores surpresas das eleições de 2022, quando foi eleito deputado estadual pelo Avante como uma aposta direta do ex-governador Rui Costa (PT), o ex-prefeito de Jitaúna, Patrick Lopes, não conseguiu garantir a reeleição para a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) no pleito de 2026. A derrota ocorreu a despeito do crescimento em seu eleitorado total e da proximidade com a base governista.

Em 2022, impulsionado pela ruptura entre o grupo petista e a cúpula do PP — liderada pelo prefeito de Jequié, Zé Cocá —, Patrick obteve 35.607 votos (0,45% do total). Naquela ocasião, registrou marcas expressivas em sua terra natal, Jitaúna (5.605 votos), e em Jequié (4.976 votos), o maior colégio eleitoral do Médio Rio de Contas.

Para a disputa de 2026, Lopes trabalhou na expansão de suas alianças políticas. Com a chancela de Rui Costa, conquistou o apoio de novos prefeitos do interior e articulou com a força da máquina estadual, obtendo trânsito livre em órgãos do Governo da Bahia. A estratégia refletiu no resultado global: o parlamentar saltou de 35.607 para 47.064 votos no estado, uma expansão considerável em sua base territorial.

Encolhimento nos redutos decisivos

Apesar do saldo geral positivo, o deputado enfrentou retração em seus principais redutos eleitorais. Em Jitaúna, mesmo contando com o apoio do prefeito Marcelo Pecorelli (Avante) e da bancada de vereadores, Patrick somou 4.674 votos — 931 a menos do que em 2022, representando uma queda de 16,61%.

A instabilidade se repetiu em Jequié, cidade onde chegou a instalar um gabinete regional para consolidar presença. Embora tenha figurado como o terceiro candidato mais votado no município, com 4.767 votos, Lopes registrou um recuo de 4,20% em comparação com a eleição anterior.

Concorrência acirrada e limite de conversão

Analistas políticos avaliam que a forte colar do mandato à imagem do ex-ministro Rui Costa não se converteu em sufrágios na proporção necessária para garantir a vaga. Como parlamentar de primeiro mandato, Patrick esbarrou em uma disputa acirrada no Médio Rio de Contas e em regiões vizinhas.

Em Jequié, a concorrência direta sufocou o espaço de crescimento:

  • Hassan de Zé Cocá (PP): Reeleito com forte apelo local, liderou a votação na cidade ao alcançar 26.237 votos.
  • Euclides Fernandes (PT): Aliado tradicional da base do governador Jerônimo Rodrigues (PT), conquistou 18.656 votos no município em sua sexta vitória consecutiva para a ALBA.

A pressão sobre a legenda também veio do Baixo Sul. A ascensão de Léo de Neco (Avante), ex-prefeito de Gandu, figurou como um dos principais obstáculos internos. Eleito com 81.903 votos, Léo de Neco concentrou grande fatia da votação do partido, elevando a cota necessária para a reeleição de Lopes e inviabilizando sua continuidade no legislativo baiano. * Redação Ipiaú TV

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