
A Justiça de Ilhéus absolveu Thierry Lima da Silva, acusado de assassinar três mulheres na Praia do Sul, em agosto de 2025. A decisão foi proferida pela juíza Emanuele Vita, da 1ª Vara Criminal, que, segundo informações preliminares, considerou insuficientes as provas apresentadas para comprovar a autoria do crime, apesar de o investigado ter confessado os assassinatos à Polícia Civil. A informação é do Blog do Gusmão.
As vítimas foram as professoras Alexsandra Oliveira Suzart, de 45 anos, e Maria Helena do Nascimento Bastos, de 41, além da estudante Mariana Bastos da Silva, de 20 anos, filha de Maria Helena. As três desapareceram no dia 15 de agosto de 2025, após saírem para caminhar na praia. Os corpos foram encontrados no dia seguinte, com ferimentos provocados por golpes de faca.
Thierry foi preso em 24 de agosto daquele ano, inicialmente por suspeita de tráfico de drogas. Durante interrogatório, confessou envolvimento nas mortes. A Polícia Civil concluiu o inquérito em dezembro, apontando-o como responsável por um triplo latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte. A denúncia do Ministério Público foi aceita pela Justiça em janeiro de 2026.
Entretanto, os exames periciais não encontraram material genético do acusado nos corpos das vítimas nem nas facas analisadas. A ausência dessas evidências foi um dos pontos que dificultaram a comprovação da autoria. O Ministério Público, por sua vez, sustentou que outros elementos reunidos durante a investigação eram suficientes para a condenação.
Acusado permanece preso por outro homicídio
Apesar da absolvição no caso das três mulheres, Thierry continua custodiado no Conjunto Penal de Itabuna por determinação judicial relacionada a outro crime. Ele também confessou à polícia o assassinato de Lucas dos Santos Nascimento, agredido em 7 de agosto de 2025 e morto no dia 21, após permanecer internado no Hospital Regional Costa do Cacau.
Segundo informações divulgadas pelo Blog do Gusmão, o Ministério Público pretende recorrer da decisão que absolveu Thierry no caso da Praia do Sul. Com isso, o processo ainda poderá passar por nova análise judicial.
