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BC estuda limitar acesso ao Pix a instituições mais vulneráveis a ataques cibernéticos

por suporte

O Banco Central estuda restringir o uso do Pix por instituições financeiras com falhas em segurança cibernética. A medida busca proteger o sistema financeiro após ataques hackers que causaram desvios milionários.

Entre as possíveis sanções estão limites de horário, dias ou valores para transações, além da proibição de registrar novas chaves Pix. Hoje, o BC precisa abrir processos de penalidade, que podem resultar em multas, mas esses procedimentos costumam ser lentos e judicializados.

Com mudanças na regulação, o órgão pretende permitir medidas preventivas pela área de supervisão. O novo arcabouço ainda está em discussão.

Enquanto isso, o BC iniciou um pente-fino e enviou às instituições reguladas um questionário com mais de 400 perguntas sobre tecnologia, inteligência artificial e proteção de dados ligados às chaves Pix.

Em 2025, ataques ao sistema financeiro provocaram desvios de cerca de R$ 1,5 bilhão. O caso mais grave envolveu a C&M Software, quando cerca de R$ 813 milhões foram desviados de contas usadas para transferências via Pix.

Após o episódio, o BC limitou a R$ 15 mil operações de TED e Pix para instituições conectadas por prestadores de serviços de tecnologia e endureceu regras de penalidades. 

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