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CETI de Ipiaú celebra 60 anos com programação cultural e resgate da história da instituição

por Manoel Argôlo
Evento reuniu professores, alunos, ex-alunos e comunidade em uma noite marcada por homenagens, apresentações artísticas e lembranças das seis décadas de educação

O Colégio Estadual de Tempo Integral de Ipiaú (CETI) celebrou seus 60 anos de história com uma programação cultural realizada na noite da última sexta-feira (25). O evento reuniu professores, estudantes, ex-alunos, antigos educadores, autoridades e integrantes da comunidade para recordar a trajetória de uma das instituições de ensino mais tradicionais do Médio Rio das Contas.

A programação contou com apresentações de música, dança, teatro, poesia, capoeira, vídeos e um espetáculo especial que revisitou momentos marcantes da história do colégio e sua contribuição para a formação de milhares de estudantes ao longo das décadas.

A instituição tem suas raízes ligadas ao ex-prefeito Euclides Neto e ao educador Edvaldo Santiago, conhecido como professor Tatai. A história começou em setembro de 1965, com a inauguração do Ginásio Agrícola do Município de Ipiaú (GAMI), criado com a proposta de ampliar o acesso da população ao ensino e formar profissionais para atender às necessidades da economia regional.

Seis décadas de transformação

Ao longo dos anos, a instituição passou por diferentes fases. Entre 1966 e 1968, funcionou como Ginásio Agrícola Municipal de Ipiaú (GAMI). Posteriormente, foi estadualizada e passou a se chamar Ginásio Estadual de Ipiaú (GEI), denominação utilizada entre 1968 e 1976.

Entre 1976 e 1985, passou a oferecer cursos profissionalizantes de Magistério, Contabilidade e Administração, adotando o nome de Colégio Estadual de Ipiaú (CEI). Com a implantação do ensino em tempo integral, recebeu a atual denominação de Colégio Estadual de Tempo Integral de Ipiaú (CETI).

Atualmente, a unidade atende 686 alunos e conta com 86 trabalhadores, entre eles 24 professores e 12 profissionais de apoio. A instituição oferece ensino regular, formação geral, ensino médio em tempo integral e Educação de Jovens e Adultos (EJA), incluindo a modalidade Tempo Juvenil.

Homenagens e apresentações

A celebração foi organizada pela equipe gestora, sob a direção de Junot Borges de Sousa Júnior, conhecido como Borginho, e Mônica Leite. Painéis históricos, homenagens a ex-professores e ex-alunos e registros da trajetória da instituição ajudaram a resgatar memórias de diferentes gerações.

Na quadra poliesportiva, o público acompanhou apresentações da fanfarra musical, uma dança nostálgica da UATI e uma apresentação de capoeira do Grupo Águias Acrobatas.

Os diretores também prestaram homenagem a gestores que passaram pela instituição, destacando os professores José Carlos Ribeiro, Luis Ribeiro e Cristine Santana. Outro painel foi dedicado às ex-professoras Célia Souza, Rosemeiry, Georgina Cássia, Rosenildes, Neide Vieira, Anésia, Eulina, Núbia Vaz, Maria José Damaceno e Cristine.

Presente na solenidade, a diretora do NTE 22, Silvana Pereira Santos, destacou a importância da trajetória da instituição e das seis décadas dedicadas à educação e à formação de estudantes.

A programação artística também contou com o monólogo “Ingá de Seda – A Sublime Fábula do Fruto que Voa”, escrito e interpretado por Saulo Silva Calheira, além de coreografias coordenadas por Diêgo Souza, com trilhas musicais que revisitaram sucessos das décadas de 1960, 1970 e 1980.

O encerramento teve a apresentação da cantora Bianca de Jesus, que interpretou uma música de sua autoria em parceria com Luis Filipe, seguida da exibição de um documentário sobre a história do colégio, desde sua criação até os dias atuais.

As raízes do GAMI

A história do atual CETI começou com o projeto do ex-prefeito Euclides Neto, que idealizou o Ginásio Agrícola do Município de Ipiaú com o objetivo de ampliar o acesso ao ensino e preparar jovens para atuar em uma região cuja economia tinha forte ligação com a agropecuária.

Inicialmente, o município implantou o primeiro ano ginasial com três turmas e conseguiu junto ao Estado a contratação de três professores, enquanto as demais despesas eram custeadas pela Prefeitura.

O professor Edvaldo Santiago, o Tatai, foi convidado para dirigir a instituição. Segundo registro atribuído a Euclides Neto, o educador contribuiu para transformar o espaço em um ambiente marcado pela organização, compreensão e dedicação à educação.

Naquele período, o GAMI também mantinha roças-modelo, áreas para demonstração de forragens, estábulos, pocilgas, aviários e horto florestal, aproximando o ensino da realidade econômica da região.

Seis décadas depois, o antigo ginásio se transformou em uma instituição de ensino em tempo integral, mantendo viva uma trajetória construída por professores, funcionários, estudantes e famílias que ajudaram a escrever a história da educação em Ipiaú.

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