
A cada mês, a advogada Talita Rogaciano faz a emissão de uma guia para depósito judicial de um cliente. No último dia 15, porém, não conseguiu. Entrou em contato com a Vara responsável, mas ninguém sabia dizer o que estava acontecendo – era o primeiro sinal de que havia algo errado.
Talita ficou sem respostas até o dia 17, quando passou a ouvir que havia uma instabilidade no sistema BRBJus, do Banco de Brasília (BRB), que faz a gestão dos depósitos judiciais do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). Na sexta-feira, dia 18, o TJ emitiu um comunicado sobre um ataque cibernético sofrido pela plataforma. O incidente resultou no desvio de R$ 43 milhões em depósitos judiciais da Corte.
Assim, há mais de uma semana, nenhum depósito judicial foi feito na Bahia. No caso de Talita, pelo menos cinco clientes já foram diretamente afetados pela situação – seja porque estão esperando a emissão do alvará, assinatura do juiz ou expedição de Requisição de Pequeno Valor (RPV), a ordem de pagamento emitida pela Justiça para quitar dívida de órgãos públicos. Leia Mais no Correo
