
A Polícia Federal passou a atuar no acompanhamento do caso envolvendo a morte da brasileira Kathlyn Izabel Becker, de 28 anos, cujo corpo foi localizado em um quarto de hotel na cidade de Zagreb, capital da Croácia. A iniciativa ocorre após familiares pedirem apoio e esclarecimentos oficiais, já que tanto a certidão de óbito emitida em solo europeu quanto exames iniciais realizados no Brasil registraram a causa do falecimento como indeterminada.
Natural de Ji-Paraná, no estado de Rondônia, Kathlyn embarcou para a Europa movida pelo objetivo de trabalhar e arrecadar recursos para o tratamento de saúde do pai, que enfrenta uma grave infecção óssea. No entanto, ao chegar ao destino inicial na Sérvia, a jovem foi informada de que a vaga ofertada não estava mais disponível. Em seguida, ela acabou conduzida até a Croácia por desconhecidos.
A comunicação com a família foi interrompida durante o percurso. Preocupados com o sumiço, parentes acionaram a Embaixada do Brasil em Zagreb em 27 de agosto. Pouco depois, receberam do diplomata a confirmação de que Kathlyn havia sido encontrada sem vida no estabelecimento hoteleiro no dia 22 de agosto.
Em resposta às lacunas sobre as circunstâncias do fato, a defesa da família solicitou informações detalhadas e acesso aos documentos apurados pelas autoridades locais croatas. A representação consular brasileira confirmou que a Polícia de Zagreb abriu registro formal sobre o caso e reteve os pertences pessoais da vítima para perícia. Um pedido de laudo necroscópico completo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal de Zagreb, com previsão de entrega estimada entre três e quatro meses, cuja documentação precisará ser requerida junto ao Ministério Público local. Os familiares tentam ainda localizar outra mulher que acompanhava Kathlyn após aceitar a mesma oferta de trabalho e que também não fez mais contato.
O corpo da rondoniense chegou a Porto Velho em 13 de setembro, sendo submetido a nova perícia no IML a pedido da Polícia Federal. Segundo os exames conduzidos pela Polícia Civil de Rondônia, o resultado permaneceu indeterminado devido ao tempo decorrido superior a 20 dias, somado à realização da primeira necropsia no exterior e a dois processos de embalsamamento.
Materiais biológicos coletados no procedimento mais recente foram encaminhados à Polícia Técnico-Científica (Politec) para análises toxicológicas complementares, cujos resultados integrarão as apurações da PF. Paralelamente, o advogado da família acionou a Defensoria Pública da União (DPU) com o objetivo de obter cooperação jurídica internacional, já que os órgãos consulares não detêm competência para atuação na esfera criminal estrangeira.
- Redação Ipiaú TV
