
Dois homens morreram após um confronto com policiais durante uma operação realizada na manhã desta sexta-feira (16), em Salvador. Um deles foi identificado como Cauã Silva de Carvalho, apontado por fontes policiais como suspeito de envolvimento na morte de Brenda Nicole Alves Brandão, de 21 anos, filha de dois policiais militares.
A operação, denominada Progenis, foi realizada pela Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), com apoio de equipes do Batalhão Gêmeos, da Polícia Militar.
Segundo informações da Polícia Civil, os dois homens foram baleados durante os confrontos. Eles chegaram a ser socorridos e encaminhados a uma unidade hospitalar, mas não resistiram aos ferimentos.
A ação teve como objetivo cumprir medidas judiciais relacionadas à investigação do latrocínio — roubo seguido de morte — que vitimou a estudante de Direito. Durante as diligências, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão. Os policiais também apreenderam uma motocicleta com restrição e um chassi com a numeração suprimida. Outras duas pessoas foram presas em flagrante e encaminhadas à delegacia.
Crime aconteceu durante tentativa de assalto
Brenda foi morta na madrugada de 6 de setembro, quando retornava de uma festa de motocicleta com o namorado, no bairro do Imbuí. Conforme informações divulgadas pela TV Bahia, a jovem teria sido abordada por um homem que exigiu seu celular. Durante a ação, ela foi atingida por um disparo no rosto.
No dia seguinte ao crime, Ricardo Neri Melo Junior, de 24 anos, apresentou-se à polícia e confessou ter efetuado o disparo que matou a estudante. Segundo as informações divulgadas, ele já havia sido preso em 2024, quando estava com uma motocicleta roubada e com placa clonada.
Na ocasião, outro homem chegou a ser conduzido para prestar esclarecimentos, após a identificação de uma motocicleta com características semelhantes às do veículo utilizado no crime. Posteriormente, a investigação apontou que ele não tinha participação no caso, e ele foi liberado após prestar depoimento.
Família cobra justiça
Filha de dois sargentos da Polícia Militar, Brenda era estagiária na Associação de Praças da Polícia e Bombeiro Militar da Bahia (APPM/BA). Além de estudar Direito, ela também empreendia no ramo da moda praia, com uma loja de biquínis, bolsas e acessórios.
Após a morte da filha, a mãe da jovem, a policial militar Tatiane Guerreira, lamentou a perda e destacou os planos que as duas tinham para o futuro. Em entrevista à TV Bahia, ela pediu justiça e criticou a violência que tirou a vida da estudante.
“Levaram de mim a minha filha, o meu amor. A gente tinha todo um projeto financeiro, junto, de crescimento. Eu só tinha ela, minha única filha foi embora, por uma irresponsabilidade. Minha filha tinha que perder a vida? Não está certo isso. A sociedade não tem que aceitar isso e isso não pode ficar assim”, declarou.
A morte de Brenda provocou comoção e reacendeu a cobrança por justiça e segurança. A Operação Progenis integra as investigações para esclarecer as circunstâncias do crime e identificar todos os envolvidos.
