Home Brasil Após deixar prisão, Débora do Batom diz que desconhecido pediu para ela escrever ‘Perdeu, mané’ em estátua: ‘Não deveria ter feito isso’

Após deixar prisão, Débora do Batom diz que desconhecido pediu para ela escrever ‘Perdeu, mané’ em estátua: ‘Não deveria ter feito isso’

por Alisson Calazans
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Débora do Batom Crédito: Revista Oeste e Reprodução

Após ter a progressão para o regime semiaberto autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a cabeleireira baiana Débora Rodrigues dos Santos detalhou, em entrevista à Revista Oeste, a sua versão sobre a pichação no monumento “A Justiça”. O episódio, ocorrido durante as manifestações de 8 de janeiro de 2023 em Brasília, tornou-se uma das imagens mais emblemáticas do evento e culminou no apelido pelo qual ficou conhecida nacionalmente.

Segundo o relato de Débora, a escrita da frase “Perdeu, mané” na escultura de Alfredo Ceschiatti não partiu de uma iniciativa individual pré-meditada. A moradora da Bahia afirmou que estava na Praça dos Três Poderes acompanhando a movimentação e, após pedir para que tirassem uma foto sua, permaneceu nas proximidades da estátua. Na ocasião, um homem desconhecido aproximou-se solicitando um batom. Minutos depois, o mesmo indivíduo teria retornado com o cosmético e começado a pichar o monumento.

Ainda conforme o depoimento concedido pela cabeleireira, o homem alegou dificuldades para manusear o batom e pediu ajuda para concluir o ato sob a justificativa de ter a “letra feia”. Débora relatou ter sido auxiliada por ele a subir na base da estrutura para prosseguir com a mensagem. Durante o processo, parte do cosmético escorreu, levando-a a limpar o excesso com o dedo e espalhar o produto no próprio rosto — gesto registrado em fotos e vídeos que circularam amplamente nas redes sociais e na imprensa.

Débora declarou que, no momento da ação, não percebeu a gravidade nem a repercussão que o ato alcançaria, alegando que o clima no entorno do monumento parecia calmo em comparação ao tumulto no interior dos edifícios públicos. Contudo, a baiana assegurou que o sentimento de remorso surgiu logo em seguida. A repercussão do caso e os registros visuais foram elementos centrais no processo judicial que resultou em sua condenação a 14 anos de prisão por cinco crimes correlatos aos atos patriotas.

A manifestação pública de Débora ocorre após a decisão proferida em 6 de outubro pelo ministro Alexandre de Moraes, respaldada por parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Embora tenha progredido para o regime semiaberto, a ré permanece cumprindo a pena sob a modalidade de prisão domiciliar.

  • Redação Ipiaú TV

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