A Fisiatria — ou Medicina Física e Reabilitação — desempenha um papel determinante na recuperação de idosos acometidos pelo Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma das principais causas de incapacidade funcional na terceira idade.
Segundo a Associação Brasileira de Medicina Física e Reabilitação (ABMFR), o médico fisiatra é responsável por planejar e coordenar todo o processo de reabilitação, articulando a atuação de uma equipe multidisciplinar e personalizando as condutas terapêuticas para cada paciente.
A abordagem fisiátrica estrutura-se em cinco eixos centrais de atuação:
Avaliação Funcional e Neurológica: Mapeamento detalhado das sequelas decorrentes do AVC, tais como fraqueza muscular (hemiparesia), rigidez (espasticidade) e alterações de equilíbrio ou cognição.
Plano de Reabilitação Customizado: Definição de metas terapêuticas considerando as particularidades do AVC, a fragilidade da idade e comorbidades associadas.
Gestão da Espasticidade e da Dor: Aplicação de procedimentos e tratamentos específicos, como toxina botulínica e bloqueios neuromusculares, para o alívio das dores e controle da rigidez.
Coordenação Multidisciplinar: Integração dos trabalhos de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos e psicólogos para garantir uma assistência alinhada.
Prescrição de Dispositivos de Assistência: Indicação de órteses, bengalas, andadores e orientações para adequação do ambiente doméstico, visando à prevenção de quedas.
O tratamento tem como objetivos centrais a recuperação da mobilidade, o ganho de autonomia nas atividades da vida diária (AVDs), a prevenção de complicações secundárias (como úlceras por pressão e contraturas) e o suporte orientativo aos familiares e cuidadores.