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Alerta no Trabalho: Veja 8 Tipos de Dados que Você Nunca Deve Digitar no ChatGPT

por Manoel Argôlo
Uso de assistentes de inteligência artificial cresce nas empresas, mas compartilhamento indevido de informações confidenciais pode gerar graves riscos de segurança e violações contratuais.

O uso do ChatGPT e de outras ferramentas de Inteligência Artificial (IA) tornou-se frequente no cotidiano corporativo para redigir textos, analisar dados e otimizar rotinas de trabalho. No entanto, o envio de informações sigilosas a essas plataformas pode expor empresas e profissionais a sérios riscos de privacidade e segurança da informação.

Por padrão, os dados e arquivos inseridos nas conversas podem ser armazenados e utilizados pelas desenvolvedoras para o treinamento de novos modelos de IA. A inserção de conteúdos sensíveis sem a devida anonimização pode acarretar infrações à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), além do descumprimento de cláusulas de confidencialidade e políticas internas de compliance.

Especialistas em tecnologia destacam os oito principais tipos de dados que devem ser preservados e mantidos fora das ferramentas de IA:

  1. Dados pessoais de clientes e colaboradores: Nomes, CPFs, telefones e endereços não devem ser compartilhados. A orientação é utilizar dados fictícios ou marcadores genéricos.
  2. Senhas e credenciais de acesso: Chaves de API, tokens e senhas inseridos em prompts ou linhas de código representam portas de entrada para acessos não autorizados a sistemas internos.
  3. Documentos internos e estratégicos: Relatórios, atas de reuniões e planejamentos não devem ser anexados na íntegra.
  4. Informações financeiras: Balanços, salários, faturamento e projeções devem ser substituídos por valores proporcionais simulados para análise de tendências.
  5. Projetos não divulgados: Detalhes de novos produtos ou datas de lançamento devem ser omitidos ao solicitar apoio na redação de material publicitário.
  6. E-mails e mensagens internas: Conversas completas de aplicativos corporativos contêm opiniões e dados de terceiros que não autorizaram a exposição.
  7. Cláusulas contratuais: Trechos de contratos devem ser consultados de forma genérica, sem citar as partes envolvidas, prazos ou valores reais.
  8. Código-fonte proprietário: Estruturas de sistemas e endereços de servidores internos devem ser ocultados ao buscar correção de erros de programação.

Para utilizar as ferramentas de forma segura, a recomendação central é a sanitização prévia dos prompts, garantindo que o assistente analise apenas a estrutura ou a lógica da necessidade, sem acesso a informações reais do negócio.

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