
O que era para ser a realização do sonho de conquistar uma vaga de estágio se transformou em um verdadeiro pesadelo na tarde de 4 de outubro de 2019, quando a advogada Marcela Ribeiro Santos Macedo, estudante de Direito com 22 anos à época, relata ter sido dopada e estuprada.
Segundo a vítima, toda essa sequência de horror relatada ao BNEWS, denunciada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e recebida pela Justiça, teria ocorrido dentro do escritório do advogado Sílvio Nei Oliveira da Silveira, de 43 anos, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.
“Nem nos meus piores pesadelos poderia imaginar o que iria acontecer. Se eu pudesse mudar algo na minha vida, nunca entraria naquele escritório. Trauma, pânico, tem o plus de ainda ser um dia depois do meu aniversário. Então, eu fico destruída”, desabafa.
A DENÚNCIA E OS EXAMES PERICIAIS
Segundo a denúncia, durante o atendimento realizado por volta das 11h, o profissional ofereceu vinho para comemorar a suposta contratação da jovem. A vítima relata que o advogado pediu ao porteiro do prédio, Sandro de Matos, que olhasse uma mensagem enviada no celular e que abrisse a garrafa. Conforme consta na denúncia, o investigado não consumiu a bebida, somente a vítima.
Após ingerir a bebida, começou a passar mal, perdeu os sentidos e recuperou a consciência apenas na manhã seguinte, por volta das 6h30, já em sua casa, quando notou dores intensas na região íntima e marcas roxas pelo corpo.
“Após a entrevista de estágio eu iria para aula de ballet, mesmo informando que precisava ir embora o advogado insistia para que eu ficasse que eu estava contratada. Até que ele chamou o segurança e pediu que ele comprasse algo, o segurança saiu e quando voltou trouxe uma garrafa de vinho. O advogado pediu que o porteiro abrisse o vinho porque no escritório não tinha o equipamento para tirar a rosca. O porteiro voltou com o vinho aberto, eu falei que não iria beber porque já estava indo para aula, mas como ele insistiu muito eu bebi e tempo depois eu comecei a passar mal, fui ao banheiro vomitar, quando voltei para a sala do escritório continuava passando mal e apaguei. Acordei em pé na sala e o advogado estava limpando a parede, perguntei se tinha vomitado ali e ele não respondeu, perguntei novamente e ele pediu para eu ficar tranquila, apaguei novamente e acordei em casa, sem saber como cheguei”, conta a vítima.
