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Câmara de Ipiaú tem sessão tumultuada após Lucas de Vavá arremessar garrafa durante discussão com Danilo Art’D

por suporte
Discussão começou durante debate sobre projeto que prevê o fechamento temporário de ruas do Centro em períodos festivos e escalou após Lucas de Vavá chamar a proposta de “projeto imbecil”

A sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Ipiaú, realizada na noite desta quinta-feira (27), terminou marcada por um intenso bate-boca entre os vereadores Danilo Art’D e Lucas de Vavá. O que começou como uma discussão sobre um projeto voltado à organização do trânsito durante períodos festivos acabou em troca de acusações, interrupções, cobrança por decoro parlamentar e, segundo relato feito em plenário, no arremesso de uma garrafa em direção a um dos vereadores.

A confusão começou durante a discussão de um projeto que propõe o fechamento temporário de determinadas vias do Centro de Ipiaú durante períodos festivos, dentro do horário comercial. A proposta apresentada busca transformar algumas ruas em áreas com maior circulação de pedestres, especialmente em datas como São João, São Pedro, Natal e Réveillon.

Durante a defesa da matéria, foi exibido um vídeo no plenário mostrando possíveis alternativas de circulação para veículos, com o objetivo de demonstrar que o fechamento das vias não impediria o acesso a outras regiões da cidade.

O vereador responsável pela defesa argumentou que a medida poderia beneficiar comerciantes e consumidores, criando um espaço mais seguro para quem circula pelo Centro.

Segundo ele, o projeto prevê o fechamento de trechos específicos, entre eles a Rua 2 de Julho, no trecho entre a Caixa Econômica e o Banco do Brasil, e a Rua Castro Alves, mantendo acessos alternativos para veículos.

A discussão, entretanto, ganhou outro rumo quando Lucas de Vavá declarou ser contrário à proposta e classificou o projeto como “imbecil”.

“Eu sou contra esse projeto. É um projeto imbecil. Esse projeto seu é um projeto imbecil. Vem impedir o pessoal de falar”, afirmou Lucas durante o bate-boca.

A declaração provocou reação imediata do colega, que cobrou respeito ao regimento e aos demais parlamentares.

“Tem que ter educação e pedir aparte”, respondeu.

Lucas rebateu: “Não vou pedir aparte pra você não, rapaz!”

Na sequência, o parlamentar que estava com a palavra lembrou que o Legislativo é formado por 13 vereadores e que nenhum parlamentar poderia impor sua vontade sobre os demais.

“O senhor tem que pedir aparte, vereador. Aqui não tem que ser do seu jeito não. Aqui tem 13 vereadores. Como você quer ser respeitado, você tem que dar respeito”, afirmou.

Com os ânimos cada vez mais exaltados, os vereadores passaram a discutir também sobre o andamento da votação. Em meio às interrupções, houve cobrança para que a matéria fosse colocada em votação.

“Bota em votação! Quem quiser votar…”, foi dito durante o tumulto.

O presidente da sessão tentou intervir e chamou a atenção para o comportamento dos parlamentares.

“Lucas, o que é isso, rapaz? Isso é falta de decoro. Essa agressão ao colega não pode não”, afirmou o presidente.

GARrafa arremessada aumenta a tensão

O momento mais grave da discussão ocorreu quando, conforme relato feito posteriormente pelo vereador que estava com a palavra, Lucas de Vavá teria arremessado uma garrafa em sua direção.

O parlamentar afirmou que o episódio ficou registrado e negou ter provocado ou desrespeitado o colega.

“Tá registrado, não fiz nada contra ele, seu presidente. Que fique bem claro. A gente tá discutindo um projeto. Não fiz nada contra o vereador, não falei nada de desrespeito com o vereador e ele me jogou uma garrafa”, declarou.

O episódio provocou ainda mais tensão no plenário e levou à intervenção da mesa diretora.

Apesar do conflito, o vereador responsável pela proposta retomou a discussão e sugeriu que o projeto pudesse ser retirado temporariamente da pauta para receber possíveis emendas e ser melhor discutido antes de uma nova votação.

“Se a gente pode tirar o projeto e discutir pra colocar emenda, pra entender que é uma viabilização pras pessoas, pra melhorar, a gente pode tirar o projeto, botar em outra sessão e fazer uma explanação melhor”, afirmou.

A proposta prevê que o fechamento das vias ocorra somente em períodos festivos e dentro do horário comercial, não sendo uma interdição permanente.

O projeto também busca preservar alternativas de circulação, segundo a justificativa apresentada durante a sessão.

DEBATE SOBRE O PROJETO TERMINA EM CRISE POLÍTICA

O episódio expôs uma divisão entre os vereadores justamente durante a discussão de uma proposta que pretende alterar temporariamente a dinâmica do trânsito e da circulação de pedestres no Centro de Ipiaú.

De um lado, a defesa do projeto sustenta que o fechamento temporário das ruas poderia proporcionar mais segurança e comodidade para consumidores, comerciantes e pedestres em períodos de grande movimento.

Do outro, a oposição à matéria questiona a proposta e rejeita o formato apresentado.

O que deveria ser uma discussão legislativa sobre mobilidade urbana e organização do espaço público acabou transformando-se em um dos momentos mais tensos da sessão, com acusações de falta de respeito, cobrança por aparte, ameaça de enquadramento por falta de decoro e denúncia de arremesso de objeto.

O caso deverá continuar repercutindo politicamente em Ipiaú, principalmente diante da possibilidade de o projeto retornar ao plenário após eventuais alterações e emendas.

* Redação Ipiaú TV

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