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Megaoperação em Jequié apreende celulares e combate comunicação de facções no Conjunto Penal

por suporte
Unidade prisional do sudoeste baiano recebeu a 11ª fase da Operação Mute, realizada simultaneamente em 15 estados brasileiros

O sistema prisional do sudoeste baiano foi alvo, nesta quinta-feira (21), de uma megaoperação nacional de segurança pública. O Conjunto Penal de Jequié tornou-se o principal foco da 11ª fase da Operação Mute, ação estratégica voltada à localização e apreensão de aparelhos celulares utilizados ilegalmente dentro das unidades prisionais.

A operação tem como objetivo interromper a comunicação clandestina entre detentos e integrantes de organizações criminosas em liberdade, além de enfraquecer a atuação de facções que continuam operando de dentro dos presídios.

A ofensiva é resultado de uma articulação entre a Secretaria Nacional de Políticas Penais, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização. As ações de varredura em Jequié começaram por volta das 6h da manhã e dão continuidade às operações iniciadas na última terça-feira (19) no Conjunto Penal de Paulo Afonso.

Forças de segurança utilizam tecnologia de ponta para bloquear comunicação de internos e desarticular redes criminosas no sudoeste baiano

Para ampliar a eficácia das inspeções e impedir tentativas de ocultação de materiais ilícitos, as equipes de policiais penais utilizam equipamentos tecnológicos de alta precisão, entre eles scanners corporais, aparelhos de raio-X, drones de monitoramento perimetral, bloqueadores de sinal, sistemas eletrônicos de fiscalização e georradares capazes de detectar alterações em estruturas e no solo.

A 11ª fase da Operação Mute ocorre simultaneamente em 15 estados brasileiros, priorizando unidades prisionais consideradas estratégicas pelos setores de inteligência das forças de segurança. A mobilização integra o programa federal Brasil Contra o Crime Organizado, que prevê investimentos superiores a R$ 11 bilhões no enfrentamento às organizações criminosas em todo o país.

Segundo as autoridades penitenciárias, a retirada de celulares do ambiente prisional gera impacto direto na segurança pública. A interrupção das comunicações ilegais dificulta a emissão de ordens criminosas de dentro das unidades, contribuindo para a prevenção de homicídios, assaltos e tráfico de drogas, além da redução dos índices de criminalidade nas regiões afetadas.

* Redação Ipiaú TV

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