
A advogada Clariana Marinho do Amaral Costa voltou a se manifestar publicamente sobre o caso envolvendo supostas irregularidades na cidade de Dário Meira, após denúncia já divulgada anteriormente pelo Ipiaú TV. Em vídeo publicado nas redes sociais, ela afirma que, após formalizar as acusações, passou a receber novas ameaças, incluindo mensagens com teor de morte direcionadas ao seu escritório e a pessoas próximas.
No novo pronunciamento, a advogada sustenta que o caso pode envolver uma “quadrilha” e cita a possível participação de pessoas ligadas a outros municípios, incluindo Ipiaú. Segundo ela, uma mulher apontada como escrivã ad hoc na Delegacia de Dário Meira não possuiria vínculo formal com a prefeitura e apresentaria, de acordo com sua fala, impedimentos legais para o exercício da função.
A profissional também afirma que o veículo objeto da disputa — avaliado, segundo ela, em mais de R$ 50 mil — não foi devolvido ao seu cliente. De acordo com o relato, a devolução teria sido condicionada ao pagamento de R$ 30 mil. Ela acrescenta ainda que o automóvel estaria em local desconhecido, apesar da existência de medidas judiciais relacionadas ao caso.
Outro ponto levantado no vídeo diz respeito à validade de procedimentos conduzidos pela suposta escrivã. A advogada afirma que processos nos quais essa pessoa teria atuado poderiam ser considerados nulos, tese que, segundo ela, impactaria diretamente investigações e possíveis prisões vinculadas a esses atos.
Clariana também declarou que registrou ocorrências junto à corregedoria e à coordenação regional em Jequié, mas afirma que, até o momento, não houve adoção de medidas protetivas em seu favor. No mesmo vídeo, ela responsabiliza autoridades locais por eventual omissão diante das denúncias apresentadas.
A advogada reforçou que pretende continuar acompanhando o caso e adotando medidas legais, apesar das ameaças relatadas. “Não vou parar”, declarou.
O caso teve início com denúncia formalizada no início de abril, envolvendo supostos episódios de ameaça, agressões verbais, possível abuso de autoridade e questionamentos sobre a atuação policial no município. As informações foram encaminhadas a órgãos como a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Comissão de Prerrogativas da OAB para apuração.
Até o momento, não há manifestação pública das pessoas citadas nas declarações mais recentes. O espaço segue aberto para posicionamentos das autoridades mencionadas e demais envolvidos.
O caso segue sob responsabilidade dos órgãos competentes para investigação e esclarecimento dos fatos.
* Redação Ipiaú TV