Home Bahia Dois PMs baianos são presos em operação contra venda de armas a facções; polícia apura uso de viaturas

Dois PMs baianos são presos em operação contra venda de armas a facções; polícia apura uso de viaturas

por Alisson Calazans
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Dois policiais militares, um da ativa e outro da reserva, estão entre os 11 presos na ação Crédito: Divulgação / Ascom-PCBA

Uma megaoperação deflagrada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (5) cumpriu mandados em Salvador e em diversas cidades do interior do estado, resultando na prisão de 11 pessoas. Entre os detidos na Operação Circuito Fechado estão dois policiais militares — um da ativa e outro da reserva — e um comerciante de armas. A investigação apura a atuação de uma rede criminosa especializada no fornecimento de armas e munições para duas organizações rivais, além de envolvimento em lavagem de dinheiro e fraudes patrimoniais.

As equipes policiais cumpriram 29 mandados de busca e apreensão e ordens judiciais nas cidades de Salvador, Valença, Nazaré, Santa Bárbara, Taperoá, Santo Antônio de Jesus e Gandu. Ao todo, a Justiça expediu 14 mandados de prisão preventiva e 13 medidas cautelares. Durante a ação, 10 alvos foram presos preventivamente e um em flagrante. Outros quatro investigados permanecem foragidos.

Um dos destaques da operação ocorreu no município de Nazaré, onde os agentes apreenderam 82 armas — sendo 74 pistolas e revólveres e oito armas longas — com o proprietário de um comércio de armamentos, suspeito de abastecer as facções. Além do arsenal, o balanço da Polícia Civil contabilizou a apreensão de R$ 22.362 em espécie, um carro, uma motocicleta, dez celulares, um tablet e porções de cocaína.

Origem das investigações e bloqueio de R$ 6,2 milhões

As investigações tiveram início em dezembro de 2023, após a prisão de um homem transportando 270 munições de diversos calibres em Valença. O cruzamento de dados e a análise de movimentações financeiras revelaram a estrutura do grupo, apontando a participação de agentes de segurança pública que usavam informações privilegiadas e viaturas para facilitar o transporte dos armamentos.

Além do comércio ilegal de armas, a rede é investigada por furtos, falsificação de documentos e fraudes imobiliárias, incluindo a invasão e apropriação indevida de imóveis em Valença. Para desarticular o patrimônio do esquema, a Justiça determinou o sequestro e bloqueio de até R$ 6,2 milhões em contas e bens dos investigados e de empresas ligadas ao grupo.

A ação foi coordenada pela Delegacia Territorial de Valença e pela 5ª Coorpin, com apoio da Diretoria de Polícia do Interior Sul, departamentos especializados da Polícia Civil e da Polícia Militar.

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