Home Eleições Em Maracás, secretária de Saúde da Bahia diz que pix da Saúde proposto por ACM Neto não trás inovação

Em Maracás, secretária de Saúde da Bahia diz que pix da Saúde proposto por ACM Neto não trás inovação

por suporte
Roberta Santana rebateu declarações da oposição sobre o sistema público de saúde, defendeu o avanço da regionalização e destacou novos investimentos na rede estadual. Foto: Blog Marcos Frahm

Em agenda oficial realizada no município de Maracás para assinar a ordem de serviço do novo hospital local, a secretária de Saúde da Bahia, Roberta Santana, respondeu com firmeza às críticas da oposição e classificou a proposta do “Pix Saúde”, defendida por ACM Neto (UB), como destituída de inovação. Durante entrevista à imprensa, a gestora estadual ressaltou que o uso da rede privada para complementar o atendimento público já é uma realidade amparada pela legislação do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a secretária, o Estado da Bahia conta atualmente com cerca de 3,7 mil leitos credenciados na rede privada, cobrindo áreas essenciais como UTI, leitos de retaguarda, ortopedia e hemodinâmica. Como exemplo de contratualização já existente na região, Roberta Santana citou o Hospital Santa Helena e o Hospital São Vicente, localizados em Jequié.

Para a titular da pasta da Saúde, colocar a rede privada no centro da estratégia de gestão demonstra uma visão equivocada sobre o fortalecimento do SUS. A gestora enfatizou que o verdadeiro fortalecimento do sistema público ocorre por meio da expansão da infraestrutura própria, com a construção de novos hospitais estaduais, policlínicas regionais e a estruturação das Unidades Básicas de Saúde.

Durante o encontro, a secretária também abordou os questionamentos relativos à regulação médica e destacou os esforços do governo do Estado na descentralização dos serviços de média e alta complexidade. Roberta Santana explicou que os atendimentos de oncologia — especialmente casos de leucemia e tumores de cabeça e pescoço — e o tratamento de fraturas em idosos representam as maiores demandas por transferências do interior para a capital. Com o avanço das obras regionais, a meta da gestão estadual é ampliar a oferta de especialidades diretamente no interior da Bahia, reduzindo a necessidade de deslocamento dos pacientes.

* Redação Ipiaú TV

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