
A fonoaudióloga Jerusa Farias de Souza Reis voltou a ser presa em Jequié, no sudoeste da Bahia, após a conclusão do inquérito policial que investigava denúncias de supostos maus-tratos contra crianças atendidas em uma clínica terapêutica do município. A profissional passou por audiência de custódia e foi encaminhada ao Conjunto Penal de Jequié, onde permanece à disposição da Justiça.
De acordo com informações divulgadas pelo Portal G1 e pela TV Sudoeste, a Polícia Civil concluiu as investigações e apontou indícios de que a suspeita teria agredido ao menos cinco crianças durante atendimentos terapêuticos realizados na unidade onde atuava.
O caso ganhou repercussão em março deste ano, quando a profissional foi presa durante a Operação Escudo Terapêutico, deflagrada pela Polícia Civil. As investigações tiveram início após familiares de uma criança de 8 anos denunciarem supostas agressões ocorridas durante sessões de acompanhamento. Segundo relatos apresentados à polícia na época, a vítima possui diagnóstico de hidrocefalia e era atendida pela profissional havia cerca de três anos.
Durante as diligências realizadas em março, equipes da Polícia Civil cumpriram mandados de prisão e busca e apreensão, recolhendo equipamentos de armazenamento de imagens do sistema de monitoramento da clínica, além de documentos relacionados aos atendimentos. O material foi submetido à análise pericial e integrou o conjunto de provas avaliadas durante a investigação.
Na ocasião da primeira prisão, a investigada chegou a obter liberdade após decisão judicial que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares. Com a conclusão do inquérito, entretanto, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, medida que foi acolhida pela Justiça.
Por meio de nota, a defesa da fonoaudióloga informou que a profissional se apresentou voluntariamente às autoridades após a nova ordem de prisão. Os advogados também afirmaram que estão adotando todas as medidas jurídicas cabíveis para assegurar a observância do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa e das garantias constitucionais da acusada.
O caso segue sob análise do Poder Judiciário, que deverá avaliar os elementos reunidos durante a investigação ao longo do andamento processual. * Redação Ipiaú TV