
A sete meses da votação, o cenário político baiano retoma a temperatura das urnas com a provável reedição do embate que marcou 2022. Naquela ocasião, a Bahia apresentou uma divisão geográfica nítida: Jerônimo Rodrigues (PT) consolidou sua vitória com 52,79% dos votos, dominando em 363 municípios, especialmente no interior. Do outro lado, ACM Neto (União Brasil) obteve 47,21%, vencendo em 54 localidades, com destaque para os grandes centros urbanos como Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista.

Para 2026, o atual governador Jerônimo Rodrigues busca a reeleição em um contexto de desgaste natural após duas décadas de hegemonia petista no estado. Entre os principais gargalos da gestão, a segurança pública desponta como o tema de maior sensibilidade e cobrança popular, exigindo do governo respostas rápidas para manter o favoritismo nas bases interioranas.

A oposição, liderada por ACM Neto, aposta no discurso da alternância de poder. O desafio estratégico, contudo, permanece o mesmo de quatro anos atrás: romper a barreira do “interior profundo”. Para reverter o quadro anterior, a oposição precisa ampliar sua capilaridade em regiões onde a estrutura partidária do governo é historicamente robusta.
A geografia do voto será, mais uma vez, o fiel da balança. O equilíbrio entre o desejo de renovação nos grandes centros e a força das bases governamentais nas cidades de pequeno porte definirá o comando do Palácio de Ondina a partir de 2027. * Redação Ipiaú TV