
A montagem da chapa majoritária da oposição na Bahia para 2026, liderada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União), entrou em uma fase de cálculos estratégicos intensos. O foco central das discussões é a definição da vice-presidência, cargo que hoje conta com dois protagonistas de peso no cenário do interior: os prefeitos José Ronaldo (União), de Feira de Santana, e Zé Cocá (PP), de Jequié.
No caso de José Ronaldo, a viabilidade do nome passa por uma análise criteriosa de “custo-benefício”. Lideranças aliadas indicam que o prefeito de Feira de Santana só não ocupará a vaga se declinar do convite, mas há o temor de que sua saída prematura da prefeitura — repetindo o movimento de 2018 — possa gerar desgaste eleitoral no segundo maior colégio do estado. Uma pesquisa interna deve avaliar se o eleitor feirense aprovaria o afastamento do gestor para a disputa estadual.
Em contrapartida, Zé Cocá surge como uma alternativa de forte apelo popular e estratégico. Além de ostentar altos índices de aprovação em Jequié e região, a escolha de Cocá representaria um golpe político no grupo do governador Jerônimo Rodrigues (PT), uma vez que o Progressistas (PP) integra a base governista, mas mantém alas de forte independência. Aliados de Neto destacam que o prefeito de Jequié “tem voto” e capilaridade no sudoeste baiano.
Nomes no páreo e o fator Sheila Lemos Embora a polarização entre Ronaldo e Cocá seja evidente, outros quadros ganham fôlego. A prefeita de Vitória da Conquista, Sheila Lemos (União), foi recentemente elogiada pelo prefeito de Salvador, Bruno Reis, sendo classificada como uma “excelente opção”. Correndo por fora, nomes como o de Quinho (PSD), ex-prefeito de Belo Campo, e Zito Barbosa (União), ex-prefeito de Barreiras, além de indicações do Republicanos, seguem no radar para garantir o equilíbrio partidário da aliança. * Redação Ipiaú TV