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Globo pode demitir Paulo Vieira após críticas a almoço com Flávio Bolsonaro

por Alisson Calazans
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Paulo Vieira e Flávio Bolsonaro Crédito: Reprodução/Instagram e Reprodução/TV Globo

O humorista Paulo Vieira pode ser demitido da TV Globo após criticar publicamente a emissora por receber Flávio Bolsonaro (PL) para um almoço com executivos do Grupo Globo. A possibilidade foi divulgada pelo jornalista Luiz Bacci em seu perfil no Instagram. Segundo ele, as declarações do artista teriam provocado desconforto na direção do canal.

De acordo com Bacci, a emissora estuda desligar Paulo “devido a um comportamento considerado incompatível com os preceitos e as normas éticas da emissora”. A avaliação teria ganhado força após o humorista usar as redes sociais para questionar os critérios de imparcialidade da empresa.

Na sexta-feira (16), Paulo publicou no X, antigo Twitter, a frase “Que vergonha”, em referência ao encontro entre Flávio e João Roberto Marinho, presidente do Grupo Globo. Cerca de dez minutos depois, o comediante fez outra publicação e revelou que havia sido impedido de visitar o camarim do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a sabatina realizada na emissora na noite anterior.

“Só uma curiosidade: Eu fui proibido de ir no camarim do Lula durante a sabatina pra não levantar dúvidas sobre a imparcialidade”, escreveu.

Comentário de Paulo Vieira no X Crédito: Reprodução

Segundo Bacci, as manifestações teriam gerado “desconforto na cúpula da empresa por afrontar diretrizes corporativas relativas ao posicionamento de seus funcionários”. 

Paulo Vieira é um apoiador declarado de Lula e já manifestou publicamente sua admiração pelo presidente.

O episódio teve início após Flávio Bolsonaro ser recebido por João Roberto Marinho e Paulo Tonet, vice-presidente de Relações Institucionais do Grupo Globo, na sexta-feira (16), mesmo dia em que o senador participou de uma sabatina com a jornalista Renata Lo Prete. Em nota, a emissora confirmou o encontrou, mas ressaltou que representantes da área de Jornalismo não participaram da reunião.

“O encontro não contou com a presença de lideranças do Jornalismo. Pedidos de visitas institucionais são parte da rotina de todos os executivos de empresas de mídia, sendo usual que candidatos a cargos eletivos façam encontros de cortesia”, afirmou a empresa.

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