Home Eleições ACM Neto chama pedido de busca da Polícia Federal de “tentativa de influenciar” eleição 2026 na Bahia

ACM Neto chama pedido de busca da Polícia Federal de “tentativa de influenciar” eleição 2026 na Bahia

por Alisson Calazans

O candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), se pronunciou sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF). PolíciaCivil Bahia

Em nota enviada à imprensa, o vice-presidente nacional do União Brasil classificou o episódio como uma “tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento”.

O ex-prefeito de Salvador também comentou as informações que circularam sobre o caso durante a manhã desta quinta-feira. Segundo Neto, o episódio seria “uma nova tentativa de influenciar na eleição da Bahia”.

“Na semana passada, convoquei uma coletiva de imprensa para denunciar esse tipo de ataque à nossa candidatura. Agora, faltando apenas duas semanas para a eleição, isso se mostra ainda mais evidente. Trata-se de uma nova tentativa de influenciar na Eleição da Bahia”, diz um trecho do comunicado.

O candidato ainda afirmou que nunca foi investigado na operação e negou ter relação com as irregularidades apuradas. “A Operação Overclean começou em dezembro de 2024 e, nesses quase dois anos, nunca houve o apontamento de qualquer tipo de conduta que me relacionasse à prática de ato ilícito. E não houve justamente porque não tenho nenhuma relação com qualquer dos fatos que estão sendo investigados. A completa e total inconsistência dessas insinuações foi confirmada pela decisão do STF, que indeferiu o pedido formulado na representação, conforme divulgado pela imprensa”, afirmou.

Segundo informações da coluna de Natália Portinari, do UOL, ACM Neto é investigado sob suspeita de ter indicado Bruno Barral para a Secretaria de Educação de Belo Horizonte com o objetivo de favorecer empresários em licitações públicas que, posteriormente, poderiam gerar retorno em forma de propina. A PF apura ainda a possível influência do União Brasil sobre indicações em troca de retornos ilícitos em contratações públicas.

A PGR havia dado parecer favorável ao pedido de busca relacionado a ACM Neto, mas Nunes Marques negou a medida por considerar que não havia base legal suficiente para autorizá-la. A 10ª fase da Operação Overclean investiga suspeitas de irregularidades em contratações da área de Educação da Prefeitura de Belo Horizonte realizadas entre 2024 e 2025.

Segundo a PF, os contratos investigados somam mais de R$ 80 milhões e podem envolver, em tese, crimes contra a administração pública, fraude em licitações e contratos, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ao todo, são cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em seis estados.

*Por Bahia Notícias Foto: BMF

postagens relacionadas

Deixe uma resposta