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Otto Alencar confirma indicação de Edvaldo Brito para suplência de Jaques Wagner

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Otto afirmou que Wagner já foi comunicado da decisão do partido | Bnews – Divulgação Reprodução / Instagram

O cenário político baiano ganha novos contornos na montagem da chapa majoritária governista. O senador Otto Alencar, presidente do PSD na Bahia, confirmou a indicação do ex-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito, para ocupar a primeira suplência de Jaques Wagner (PT), que tentará a reeleição ao Senado Federal. A decisão ganhou força após as bancadas do PSD na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) e na Câmara dos Deputados oficializarem o apoio ao jurista.

Unanimidade e Recuo

Anteriormente, o ex-prefeito de Belo Campo e ex-presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Quinho Tigre, havia colocado seu nome à disposição para o posto. No entanto, diante do peso político de Edvaldo Brito, Tigre recuou da disputa. Em entrevista à imprensa baiana, Otto Alencar destacou que o nome de Edvaldo representa um consenso entre os prefeitos e parlamentares da legenda, reforçando o prestígio do advogado tributarista, mas garantiu que a sugestão não se trata de uma imposição ao pré-candidato petista.

Embora o PSD adote uma postura cautelosa publicamente e aguarde o retorno oficial de Jaques Wagner, bastidores políticos indicam que o petista já teria aceitado a indicação. A composição do grupo governista também já conta com o presidente do Avante na Bahia, Ronaldo Carletto, confirmado como primeiro suplente na chapa do ex-ministro Rui Costa (PT), que disputará a outra vaga ao Senado.

Disputa Estratégica e Prazos

A vaga de primeiro suplente de Wagner é altamente disputada por conta do cenário nacional. Caso o parlamentar seja reeleito e venha a assumir um ministério em uma eventual continuidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o suplente assume a cadeira de forma titular no Congresso Nacional. Além de Edvaldo Brito, a deputada federal Lídice da Matta, presidente do PSB na Bahia, também foi sondada para o posto e avalia a conjuntura junto à direção nacional de sua legenda.

Os partidos políticos têm até o período das convenções partidárias, que ocorre entre 20 de julho e 5 de agosto, para homologar as candidaturas e fechar as coligações. O prazo final para o registro oficial dos nomes na Justiça Eleitoral é o dia 15 de agosto, com a campanha eleitoral iniciando formalmente no dia seguinte.

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