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“Ninguém está cometendo crime”, diz Wesley Safadão após críticas sobre cachês milionários no São João

por suporte
Artista faturou R$ 5,5 milhões em cinco shows no São João da Bahia em 2025 e afirmou que contratos milionários “não são crime” após críticas nas redes sociais

O debate sobre os altos valores pagos a artistas durante os festejos juninos voltou a ganhar força nas redes sociais e nos bastidores políticos do Nordeste. No centro da discussão está o cantor Wesley Safadão, que teve um dos maiores cachês do São João da Bahia em 2025 e passou a ser alvo de críticas após a divulgação dos contratos milionários firmados com prefeituras.

Em entrevista ao portal g1 após uma apresentação em Ribeirão Preto, o artista afirmou que as contratações seguem dentro da legalidade e negou qualquer irregularidade envolvendo os shows financiados com recursos públicos.

A gente está bem tranquilo em relação a isso. Às vezes, as pessoas estão até achando que é como se fosse praticamente um crime, mas ninguém está cometendo um crime. A gente está executando o nosso trabalho”, declarou o cantor.

A polêmica ganhou ainda mais repercussão após o pré-candidato à Presidência da República Renan Santos acusar Safadão de liderar um suposto “esquema bizarro” envolvendo contratações milionárias de shows em cidades nordestinas, questionando os valores pagos pelas gestões municipais.

Cantor recebeu R$ 5,5 milhões por cinco shows na Bahia durante o São João 2025; valor médio por apresentação chegou a R$ 1,1 milhão e gerou debate nas redes sociais e nos bastidores políticos

Após as declarações, Wesley Safadão ingressou na Justiça com uma ação cível contra o político, alegando calúnia, difamação e injúria.

Durante o São João de 2025, o cantor recebeu aproximadamente R$ 5,5 milhões por cinco apresentações realizadas na Bahia. Os shows aconteceram nos municípios de Cruz das Almas, Jequié, Serrinha, Oliveira dos Brejinhos e Bom Jesus da Lapa.

Nos bastidores do São João 2026, a situação já começa a preocupar produtores e prefeitos. Isso porque algumas cidades passaram a discutir limites para contratação de artistas com cachês considerados elevados. Em Cruz das Almas, por exemplo, foi estabelecido um teto de R$ 700 mil para apresentações durante os festejos juninos. Caso o valor do cachê de Safadão permaneça em torno de R$ 1,1 milhão por show, a participação do cantor no evento pode se tornar inviável.

A discussão divide opiniões nas redes sociais. Enquanto parte do público defende os grandes investimentos como forma de fortalecer o turismo e movimentar a economia local, críticos questionam os gastos milionários em meio a demandas nas áreas de saúde, educação e infraestrutura. * Redação Ipiaú TV

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