
Na cidade de Ipiaú, interior da Bahia, o clima de fim de ano não tem sido tão festivo para os amantes do churrasco. Com a disparada dos preços das carnes, que acumulam alta de 15,43% em 12 meses, muitos moradores estão trocando o tradicional espeto de picanha por alternativas mais modestas, como frango e até ovo.
Seu José, morador do município, relembra que, durante o governo anterior, a picanha já era cara, mas havia uma diferença fundamental: “O povo tinha dinheiro para comprar. Reclamava, mas todo fim de semana tinha churrasco. Agora, não tem nem dinheiro e nem churrasco. Só ovo.”
A declaração reflete o sentimento de muitos brasileiros que, diante da inflação acelerada e do poder de compra corroído, se veem obrigados a reinventar as celebrações de fim de ano. Cortes como alcatra, costela e contrafilé subiram mais de 7% em novembro, e até a linguiça, antes a “salvação da grelha”, ficou menos acessível.
Do Palanque à Realidade
Durante a campanha eleitoral, o presidente Lula prometeu trazer de volta a picanha e a cerveja para a mesa do trabalhador, símbolos de prosperidade que animaram parte do eleitorado. No entanto, a combinação de exportações elevadas, menor oferta de animais para abate e o custo de vida em alta tem mostrado uma realidade bem diferente.
Natal com Ovo no Espeto
Para muitos, o sonho do churrasco natalino virou um plano de contenção. Em Ipiaú, os moradores relatam que frango e ovo têm ocupado o lugar de destaque na grelha. “O brasileiro é criativo, mas o churrasco com ovo não é algo que a gente imaginava”, brinca um comerciante local.
Na cidade de Ipiaú para aqueles mais vulneraves só resta a grande esperança do Natal mais saboroso no ano de 2023 quando Prefeitura de Ipiaú distribui cestas básicas com ‘chester’ para cadastrados do Social, ainda está em tempo , Mainha manda o chester
O tradicional churrasco de Natal pode estar mais modesto, mas a resiliência do brasileiro em adaptar tradições segue firme. Ainda assim, fica a pergunta: quando a picanha prometida sairá do discurso político para, finalmente, chegar à mesa do trabalhador? * Redação Ipiaú TV