
A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para apurar uma série de mortes de bebês ocorrida ao longo do ano no Hospital Salvalus, na Mooca, zona leste da capital paulista. As crianças teriam contraído infecções no ambiente hospitalar e morrido em decorrência de sepse ou choque séptico, além de outras complicações.
O 8º Distrito Policial (Brás) apura seis casos, mas a reportagem teve acesso a 16 certidões de óbito. Uma advogada, que representa os pais das vítimas, disse estar em contato, ao todo, com 36 mães que perderam os filhos nos últimos meses no hospital – que integra a rede HapVida. No entanto, o número de mortes pode ser significativamente maior. “Pra todos os efeitos, na rede [HapVida] o Salvalus é o hospital referência. Então, todos os casos vão para lá. Por isso, a gente não tem noção da profundidade da quantidade de óbitos”, disse a advogada Eduarda Fragnan Gomes ao Metrópoles.
Em nota, a rede HapVida, à frente do Salvalus, afirmou que “os pacientes mencionados apresentaram condições clínicas distintas e de elevada gravidade, tendo cada um deles recebido assistência contínua e multidisciplinar, com suporte de uma estrutura hospitalar de alta complexidade e atuação integrada de profissionais de diversas especialidades”.
