
O Partido da Causa Operária (PCO), que apoiou Lula contra Jair Bolsonaro em 2022, decidiu orientar o voto nulo no segundo turno da eleição presidencial deste ano. A posição foi definida na 39ª Conferência Nacional da legenda, no domingo (11), e divulgada em nota na segunda-feira (12).
A mudança ocorre em meio a críticas do partido ao governo e às alianças do PT. Para o PCO, Lula representa “um bloco que reúne o petismo, setores do STF e da direita tradicional” e está comprometido com a “política do grande capital”.
Durante a conferência, Rui Costa Pimenta, candidato da sigla à Presidência no primeiro turno, defendeu que o partido não apoiasse nenhum dos dois concorrentes e criticou a relação dos petistas com o Supremo Tribunal Federal.
“O PT fez uma aliança com aquilo que tem de pior no regime político brasileiro, que é o STF. O PT compactuou com o atentado do STF contra os direitos democráticos da população. Ele não é um candidato de oposição que representa a oposição das massas ao regime político”, afirmou.
Pimenta terminou o primeiro turno em último lugar, com 15.024 votos, equivalentes a 0,01% dos votos válidos.
Entre os demais candidatos que ficaram fora da disputa, Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB) e Hertz Dias (PSTU) anunciaram apoio a Lula. Flávio Bolsonaro recebeu os apoios de Augusto Cury (Avante), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Clariana Barão (DC).
Já Renan Santos (Missão) e Wilson Grassi (Democrata) não declararam apoio a nenhum dos finalistas ou optaram pela neutralidade.
