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Família relata invasão policial por engano durante operação contra facção criminosa em Ipiaú

por Alisson Calazans
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Comerciante afirma que policiais arrombaram a porta de sua residência durante diligência da Operação Equação Final; três crianças presenciaram a abordagem

Uma ação policial realizada por volta das 5h30 da quinta-feira (8), durante a Operação Equação Final, provocou momentos de medo e tensão na família do cantor e comerciante de pneus Júlio César Silva de Oliveira, conhecido como Júlio Árabe. A ocorrência foi registrada na residência alugada pelo casal, na Rua Jaldo Reis, em Ipiaú.

Segundo o relato do comerciante, policiais arrombaram a porta de entrada do imóvel e renderam os moradores durante uma diligência para cumprir um mandado de prisão contra um homem identificado como Caliel. Júlio afirma que o suspeito não residia no endereço e não tinha relação com os ocupantes da casa.

Os policiais adentraram no imóvel arrombando a porta e rendendo os ocupantes da casa, deixando em pânico os três filhos menores do casal

A abordagem teria provocado pânico entre os familiares, especialmente nos três filhos menores de idade do casal, que presenciaram a ação. Conforme o comerciante, sua assessoria jurídica interveio e informou aos policiais que o investigado não morava no imóvel. Após tomarem conhecimento da situação, os agentes teriam se retratado com a família.

Júlio Árabe avalia ingressar na Justiça para buscar reparação por possíveis danos morais e materiais decorrentes da ocorrência.

Operação prendeu 26 investigados

A ação ocorreu no contexto da Operação Equação Final, deflagrada na madrugada de quinta-feira (8) para combater uma organização criminosa investigada por envolvimento com tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro.

Conforme o balanço divulgado, a operação chegou a 26 presos, sendo 24 na Bahia e dois em São Paulo. Ipiaú concentrou o maior número de capturas, com 13 investigados presos no município.

A ofensiva mobilizou equipes das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) da Bahia e de São Paulo, além das Polícias Civil e Militar e de unidades especializadas. Segundo o delegado federal Eduardo Badaró, os dois investigados presos em São Paulo seriam responsáveis pelo fornecimento de armas e drogas a integrantes do grupo na Bahia, além de auxiliar no deslocamento de membros da organização entre os estados.

As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a estrutura do grupo criminoso.

Relatos de vizinhos também apontam que outra residência alugada recentemente na mesma região teria sido invadida por engano durante diligências policiais. A informação, contudo, ainda necessita de confirmação oficial.

Até o momento, não foram apresentados esclarecimentos oficiais sobre as circunstâncias específicas da entrada dos policiais na residência de Júlio Árabe. O Ipiaú TV mantém espaço aberto para manifestação das autoridades responsáveis pela operação.

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