
O que era vendido nos bastidores como um “bloco de aço” de ex-deputados do Progressistas (PP) derreteu diante do primeiro calor das urnas. De acordo com fontes do Bahia Notícias o quarteto formado por Niltinho, Antônio Henrique Jr., Eduardo Salles e Hassan, que jurava caminhar unido, implodiu. A movimentação, que antes parecia um xeque-mate político, transformou-se em uma debandada individualista, onde o “salve-se quem puder” atropelou qualquer fidelidade grupal.
O estopim da discórdia atende pelo nome de Jequié. A manobra do prefeito Zé Cocá (PP) em se aproximar de ACM Neto (União) jogou um balde de água fria nos planos governistas. Fiel ao seu padrinho político no Vale do Jiquiriçá, o deputado Hassan deu as costas aos colegas e fincou o pé no Progressistas, migrando oficialmente para a oposição. A decisão não apenas quebrou a unidade, mas expôs a fragilidade de um acordo que parecia sólido apenas no papel.
A Dança das Cadeiras e o Medo da Derrota
Com a saída de Hassan, o “restante” do grupo entrou em modo de sobrevivência. Articuladores políticos não escondem o tom de urgência: as mudanças de partido não são por ideologia, mas para “salvar mandatos”. Pesquisas internas acenderam o alerta vermelho, indicando que a manutenção do bloco original levaria nomes tradicionais ao abismo eleitoral.
Niltinho não perdeu tempo e buscou o abrigo do PSD, fugindo da incerteza.
Antônio Henrique Jr., barrado no PSD por disputas paroquiais no Oeste com a secretária Jusmari Oliveira, agora tenta se “encaixar” no PSB — o mesmo partido que, meses atrás, já cantava vitória com a chegada de todos os quatro.
Eduardo Salles vaga entre o MDB e o PV, em um leilão de conveniência que ainda pode sofrer novas reviravoltas até o prazo final de filiação.
O Pânico de Fabíola Mansur
A polêmica respinga em quem já estava “em casa”. A deputada Fabíola Mansur (PSB) assiste à chegada de novos concorrentes com visível temor. Fontes relatam que a parlamentar está “assustada” com a possibilidade de ser engolida por votos de nomes como Antônio Henrique Jr. e Angelo Almeida. O clima em seu reduto, Irecê, é de fritura política, o que pode forçar sua saída desesperada para o PV ou para a Federação Brasil da Esperança.
O cenário na Assembleia Legislativa da Bahia agora é de fragmentação total. Onde havia uma promessa de grupo, agora restam interesses isolados e uma pergunta que ecoa nos corredores: até onde vai a lealdade quando o risco de perder a cadeira se torna real? * Redação Ipiaú TV