
O governo Lula avalia que a prioridade do Brasil diante da crise na Venezuela é garantir estabilidade política e evitar um agravamento do conflito, descartando, por ora, pressionar por novas eleições. Após a captura de Nicolás Maduro por militares americanos e a posse de Delcy Rodríguez como líder interina, o Planalto passou a reconhecê-la como interlocutora legítima, entendendo que ela reúne apoio interno do chavismo e reconhecimento externo, inclusive dos Estados Unidos.
A estratégia brasileira se baseia na denúncia da violação do direito internacional e na oferta de apoio humanitário, como o envio de medicamentos e insumos médicos, enquanto evita defender transição política ou eleições. Diferentemente de países europeus e do Canadá, o governo Lula sustenta a posição de não intervenção em assuntos internos e demonstra cautela quanto à oposição venezuelana, priorizando a contenção de instabilidade em um país que faz fronteira direta com o Brasil.