
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu uma queda ao tentar caminhar dentro do local onde está custodiado e teve um traumatismo craniano leve, conforme informou o cardiologista Brasil Caiado, responsável por acompanhá-lo. Inicialmente, a versão divulgada era de que ele teria caído da cama durante a madrugada, mas, após reconstituição do episódio, o médico concluiu que Bolsonaro se levantou, tentou andar e acabou caindo, batendo a cabeça e o pé.
Bolsonaro passou por tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma, que descartaram lesões graves e a hipótese de convulsão. Os exames indicaram apenas um trauma leve na região frontal e temporal direita, sem necessidade de intervenção cirúrgica. Apesar disso, o ex-presidente apresenta sintomas como tontura, desequilíbrio e oscilações de memória, e, segundo o médico, não tem condições de permanecer sozinho. A principal suspeita é de que o mal-estar tenha sido provocado por interação entre medicamentos.
Após os exames, Bolsonaro retornou à Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. A queda gerou críticas da família ao ministro do STF Alexandre de Moraes, à Polícia Federal e ao procurador-geral da República. Inicialmente, Moraes negou a ida imediata ao hospital, com base em laudo da PF que apontava ferimentos leves, mas autorizou os exames após a defesa apresentar documentação complementar.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o filho do ex-presidente, Carlos Bolsonaro, defenderam a concessão de prisão domiciliar por motivos de saúde e afirmaram que a defesa apresentará novo pedido ao STF. Ambos não foram autorizados a acompanhar Bolsonaro no hospital, tendo direito a visitas apenas às terças e quintas, por 30 minutos. Segundo Carlos, a maior preocupação da família é a possibilidade de novos episódios de queda.