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Contratos da Saúde de Itagibá são alvo de denúncia no MPF por possível sobrepreço e irregularidades

por suporte
Suspeita de sobrepreço e irregularidades funcionais mobiliza Ministério Público Federal.

O Ministério Público Federal (MPF) em Jequié/BA recebeu uma representação que aponta possíveis irregularidades em contratos firmados pelo Fundo Municipal de Saúde (FMS) de Itagibá. O documento, protocolado por Hugo Ricardo dos Santos, bacharel em Direito, solicita a abertura de um inquérito civil para investigar a conduta de uma servidora pública municipal e de uma clínica contratada pela prefeitura.

Licitação sob questionamento

A representação concentra-se no Pregão Eletrônico – Registro de Preço nº 003/2024, que originou o Contrato nº 049/2025, firmado com a empresa Clínica de Fisioterapia Consultoria Ergonômica e Serviços Médicos Ltda (CLINFISIO), CNPJ 09.314.727/0001-18.

Segundo o documento, a clínica aparece em diversos Processos de Pagamento registrados pelo FMS ao longo de 2025, alguns ultrapassando R$ 20 mil.

Entre as principais suspeitas apresentadas ao MPF estão:

• Indício de sobrepreço

A representação afirma haver um possível superfaturamento de 107,33% no valor estimado para sessões de equoterapia, quando comparado a referências de mercado.

• Restrição à competitividade

O denunciante aponta que serviços de natureza distinta — como equoterapia e fisioterapia clínica — teriam sido agrupados em um único lote, o que poderia ter reduzido a concorrência e violado o princípio do parcelamento do objeto.

• Possível uso de interpostas pessoas

A peça também solicita a verificação da composição societária da CLINFISIO perante a Receita Federal e o CREFITO, a fim de esclarecer se houve uso de “laranjas” na formação da empresa.

Servidora municipal citada

A denúncia menciona a fisioterapeuta Nandalle Souza Lima, matrícula nº 11.100, que atua no município de Itagibá.

O autor da representação solicita ao MPF que investigue:

  • possível acumulação irregular de cargos;
  • eventual incompatibilidade de jornada de trabalho, considerando o limite legal de 60 horas semanais;
  • relação da servidora com a empresa contratada.

Documentos anexados à representação, como os Processos de Pagamento PP 4248/2025 (agosto) e PP 5530/2025 (outubro), são citados como indícios a serem analisados pelo órgão federal.

O que pede o denunciante

O solicitante requer que o MPF:

  1. Verifique a compatibilidade das jornadas da servidora mencionada.
  2. Requisite a íntegra do Contrato nº 049/2025 e do Pregão Eletrônico nº 003/2024.
  3. Apure eventuais danos ao erário decorrentes do possível sobrepreço.
  4. Adote medidas cabíveis caso sejam confirmadas irregularidades, incluindo ação civil pública por ato de improbidade administrativa.

Situação atual

O caso está em avaliação pelo Ministério Público Federal. Até o momento, não há decisão sobre abertura de investigação formal. A prefeitura de Itagibá e a empresa citada não haviam se manifestado oficialmente até a publicação desta matéria.

A Redação Ipiaú TV continuará acompanhando o caso e atualizará as informações conforme novos dados sejam divulgados. * Redação Ipiaú TV

Os seguintes documentos são mencionados na representação. Eles podem ser consultados pelos links abaixo e também nos portais oficiais da prefeitura ou sistemas de transparência:

REPRESENTACAO_AO_MINISTERIO_PUBLICO_FEDERAL
EMENDA PP 3912_2025 FMS CLINICA DE FISIOTERAPIA CONSULTORIA
PP 4248_2025 FMS SEC. MUNICIPAL DE SAÚDE
PP 5530_2025 FMS SEC. MUNICIPAL DE SAUDE
EMENDA PP 3910_2025 FMS CLINICA DE FISIOTERAPIA CONSULTORIA
REPRESENTACAO_AO_MINISTERIO_PUBLICO_FEDERAL

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