
Uma denúncia considerada grave e de potencial repercussão institucional foi formalizada nesta terça-feira (7), no município de Jequié, envolvendo supostos episódios de abuso de autoridade, violação de prerrogativas profissionais e possível exercício irregular de função pública na cidade de Dário Meira.
De acordo com informações registradas em Termo de Declarações junto à 9ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN), a advogada Clariana Marinho do Amaral Costa relatou ter sido alvo de agressões verbais e ameaças durante uma tentativa de resolver um conflito envolvendo um veículo financiado, pertencente a um idoso com deficiência, a quem representa legalmente.
Segundo o depoimento, o automóvel teria sido negociado de forma irregular e posteriormente localizado em posse de uma mulher que, conforme a denúncia, atuaria como escrivã na Delegacia de Dário Meira por meio de cessão administrativa da prefeitura local.
Ainda conforme a advogada, durante o contato, a referida mulher teria se apresentado como delegada de polícia, alegando exercer funções além de sua atribuição formal. No decorrer da tentativa de conciliação, a entrega do veículo teria sido condicionada ao pagamento de R$ 30 mil.
A profissional também relatou que, durante o episódio, houve elevação de tom, com supostas ofensas verbais e comportamento considerado intimidatório. Segundo o registro, teriam sido proferidas palavras ofensivas, além de gestos que indicariam agressividade.
A denúncia também levanta questionamentos quanto à atuação da Polícia Militar no município. De acordo com o relato, foi solicitada a apreensão do veículo sob alegação de irregularidade, porém a guarnição não teria realizado a intervenção no momento, conforme relato da advogada, sob a justificativa da ausência de um oficial de justiça.
Ainda segundo a advogada, mesmo após o veículo ter sido visto circulando em via pública, não houve abordagem por parte da equipe policial.
Diante dos fatos apresentados, o caso foi encaminhado para diferentes instâncias institucionais, incluindo a Comissão de Prerrogativas da OAB, a Polícia Civil e o Comando da Polícia Militar, para apuração e esclarecimentos.
Em manifestação, a advogada destacou que mantém respeito pelas instituições de segurança pública, mas ressaltou que adotará todas as medidas cabíveis diante de situações que, segundo ela, possam comprometer direitos fundamentais e a defesa de pessoas em condição de vulnerabilidade.
O caso deverá ser investigado pelos órgãos competentes. A reportagem não conseguiu contato com os citados até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação. * Redação Ipiaú TV