
A gestão da limpeza pública em Ipiaú volta a ser alvo de polêmicas e graves denúncias envolvendo a empresa Meta Ambiental. Desta vez, o centro da crise é um relato contundente de um coletor de lixo, identificado como Alessandro, que descreve um cenário de desrespeito trabalhista e punições consideradas arbitrárias pela categoria. O funcionário, que possui mais de sete anos de atuação no setor, afirma estar sendo vítima de perseguição após questionar ordens que fugiam à sua rotina operacional.
Segundo o relato do trabalhador, o conflito teve início no último domingo, quando a equipe foi escalada para o serviço. Ao chegar ao pátio, os coletores teriam sido coagidos por um gerente da Meta Ambiental a descarregar um caminhão deixado cheio pela equipe que trabalhou no sábado. Alessandro afirma que, ao questionar a ordem — já que a responsabilidade seria do turno anterior —, foi alvo de gritos e intimidado com a justificativa de ser “uma ordem”. Como desdobramento da recusa em assumir o erro de terceiros, o profissional recebeu uma suspensão de cinco dias nesta segunda-feira.
A denúncia levanta questionamentos sobre as condições psicológicas de trabalho e a postura da Meta Ambiental frente aos seus colaboradores. “Sou pai de família e estou pagando pelo erro dos outros. É uma sacanagem com quem trabalha há anos na limpeza da cidade”, desabafou o coletor. Até o fechamento desta edição, a empresa não havia se pronunciado oficialmente sobre as acusações de abuso e a fundamentação legal da suspensão aplicada. * Redaç~]ao Ipiaú TV