Home Política Rui Costa desmente prefeita de Conquista sobre verba para canal no Bairro Jurema

Rui Costa desmente prefeita de Conquista sobre verba para canal no Bairro Jurema

por suporte
Embate político entre Prefeitura e Governo Federal ganha tons dramáticos em meio a buscas por desaparecida

A tragédia que mobiliza Vitória da Conquista tomou contornos de guerra política nesta terça-feira (10). A prefeita Sheila Lemos (UB) e o ministro da Casa Civil, Rui Costa, protagonizaram um duro embate público sobre a responsabilidade pelas obras de drenagem na Avenida Caracas, no Bairro Jurema. Enquanto a gestão municipal alega abandono por parte da União, o Governo Federal rebate, classificando as declarações da gestora como “falsas”.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Sheila Lemos afirmou que a intervenção no canal está travada por falta de repasses federais. Segundo a prefeita, o projeto foi submetido ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em outubro de 2024, mas a administração municipal ainda “aguarda celeridade” na liberação dos recursos para iniciar os trabalhos.

A Reação do Ministro A resposta de Brasília veio de forma imediata e incisiva. Em entrevista à Rádio UP FM, o ministro Rui Costa não poupou críticas à narrativa da prefeita. “Eu não posso permitir que a mentira prevaleça”, disparou o ministro, afirmando que os recursos para Vitória da Conquista estão assegurados desde março de 2024.

Segundo Costa, a mecânica do PAC prevê que, após o anúncio da seleção, cabe ao município apresentar o projeto executivo e a documentação para autorização da licitação. “Quem tem a responsabilidade por não ter iniciado essa obra é o proponente, no caso a Prefeitura. O recurso é passado logo após a licitação”, explicou, comparando a agilidade de outros municípios baianos com a paralisia do projeto em Conquista.

Cenário de Tensão O confronto de versões ocorre em um momento de extrema sensibilidade, enquanto equipes de resgate buscam por uma vítima desaparecida no canal. A politização do desastre expõe a fragilidade na articulação entre os entes federativos e levanta questionamentos sobre a gestão de obras estruturantes na terceira maior cidade da Bahia. * Redação Ipiaú TV

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