
O cenário do saneamento básico na Bahia apresenta números alarmantes que impactam diretamente a saúde pública e o meio ambiente. Segundo o estudo “Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento na Bahia”, realizado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a EX ANTE Consultoria, o estado despejou diariamente mais de 780 milhões de litros de esgoto sem tratamento em rios, córregos e praias ao longo de 2024.
O volume representa uma média de 52,5 litros de dejetos por habitante todos os dias. Esse descasque contínuo reflete na qualidade das águas: o boletim mais recente do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) aponta 110 pontos impróprios para banho no estado. Em Salvador, a situação é crítica, com apenas uma praia considerada adequada para os banhistas.
Déficit acima da média nacional Os dados estatísticos posicionam a Bahia em uma situação desfavorável em comparação ao restante do país. Enquanto a média brasileira de população sem acesso à rede de esgoto é de 44,8%, o índice baiano saltou para 58,4%.
No que diz respeito ao abastecimento de água tratada, o déficit atinge cerca de 2,8 milhões de baianos, o que equivale a 19,2% da população do estado, superando também a média nacional de 18,1%. A falta de infraestrutura básica não apenas degrada a fauna e flora local, mas perpetua riscos epidemiológicos graves para a população residente e turistas. * Redação Ipiaú TV