
O prefeito de Itagibá, Marcos Barreto (PCdoB), conhecido como Marquinhos, se pronunciou na noite desta terça-feira (3), por meio de um vídeo publicado em seu perfil no Instagram, sobre a operação deflagrada pela Polícia Civil da Bahia no último dia 27 de janeiro, que investiga um suposto esquema irregular em contratos firmados entre a Prefeitura e empresas privadas.
Durante o pronunciamento, o gestor questionou a dimensão da ação policial, que contou, segundo ele, com a presença de 62 agentes da Polícia Civil e 12 delegados no município. Em tom crítico, o prefeito afirmou que a operação teria sido desproporcional e classificou a atuação como uma “encenação”.
“Trouxeram tudo isso para apurar o quê?”, questionou Marcos Barreto, ao citar um contrato relacionado a uma linha estudantil que, segundo ele, já havia sido denunciada anteriormente ao Ministério Público, resultando em acordo, cancelamento do serviço e realização de nova licitação.
O prefeito também saiu em defesa da controladora do município e de sua família, alegando que houve tentativa de incriminação injusta. Em relação ao secretário municipal de Finanças, Marcos Barreto afirmou que não aceitará que servidores e famílias de Itagibá sejam, segundo suas palavras, “criminalizados por interesses eleitorais e políticos”.
“O que a gente não vai aceitar, de maneira alguma, é que os filhos de Itagibá sejam tratados dessa forma”, declarou, reforçando que a gestão municipal seguirá buscando o esclarecimento dos fatos “até o último momento”.
Ainda no vídeo, o prefeito afirmou que a operação colocou o município em uma “situação degradante” e defendeu que a administração pública local é conduzida com respeito aos servidores e à população.
O que dizem as investigações
De acordo com informações oficiais da Polícia Civil da Bahia, as investigações apontam indícios de direcionamento contratual e de contratações reiteradas por inexigibilidade de licitação, em possível desacordo com a legislação vigente. As apurações também indicam uma suposta atuação coordenada entre agentes públicos e representantes de empresas privadas de consultoria, com contratos sob investigação por possível superfaturamento.
A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento, com o objetivo de identificar outros recursos possivelmente desviados e eventuais novos envolvidos, ressaltando que não há conclusão definitiva até o momento.
Redação Ipiaú TV