
O cenário político baiano sofreu uma forte sacudida neste sábado (1º), com a confirmação oficial da saída do senador Angelo Coronel do PSD. Em entrevista concedida ao programa Frequência News, da rádio Boa FM 96,1, o parlamentar rompeu o silêncio sobre a crise interna na legenda e declarou que sua permanência se tornou insustentável após ser excluído da chapa para as próximas eleições.
A movimentação de Coronel não é isolada. O senador confirmou que será acompanhado por um grupo político expressivo, que inclui seus filhos, os deputados Diego Coronel e Angelo Coronel Filho, além de prefeitos e lideranças como João de Furão, Thiago Gileno e Luizinho Sobral. A debandada marca uma das maiores cisões internas do PSD na Bahia desde a sua fundação.
De acordo com o senador, a decisão foi uma resposta direta à perda de espaço no grupo governista. “Eu saí do grupo porque não me deram a vaga que eu tenho direito. Fui defenestrado e não tenho sangue de barata”, desabafou Coronel durante a entrevista. Ele ainda classificou a situação como uma expulsão branca, afirmando que sua saída é apenas uma formalidade jurídica que resta ser oficializada junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Bastidores e Conflitos
A crise, que escalou rapidamente nas últimas 48 horas, ganhou contornos dramáticos após rumores de uma suposta tentativa de “golpe” pelo comando do partido na Bahia, atualmente sob a presidência do senador Otto Alencar. Coronel negou qualquer articulação para derrubar Alencar, classificando as acusações como uma “orquestração” contra sua imagem.
O estopim da instabilidade teria sido a aproximação de figuras como o governador Ronaldo Caiado ao PSD nacional e especulações de que Coronel estaria articulando com Gilberto Kassab para levar a legenda na Bahia para a base de apoio de ACM Neto (União). Com o anúncio de hoje, o tabuleiro político estadual entra em uma fase de reconfiguração estratégica, impactando diretamente as alianças para os pleitos vindouros. * Redação Ipiaú TV